quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Convite: Peter Fry realiza palestra em Belém sobre religiões afro-brasileiras


Convite: lançamento do livro da professora Anaíza Vergolino na FEUCABEP



Castanhal: Ufpa promove Especialização em Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia - Implementação da lei 10.639/03)

Estão abertas as inscrições para o processo de seleção do Curso de Especialização UNIAFRO: Política de Promoção da Igualdade Racial da Escola." (III Turma de Especialização Saberes Africanos e Afro-brasileiros na Amazônia Implementação da lei 10.639/03), preferencialmente para professores que já atuam na rede básica de ensino do município, estado e federal, com reserva de vagas para demandas sociais.
O Curso de Especialização será ofertado no Regime Presencial, Modular, tendo como objetivo principal contribuir para a formação de profissionais da rede básica que possam conhecer e valorizar a importância da África, dos africanos e das culturas afro-brasileiras e sua historicidade na sociedade brasileira; possam ter aprofundamento teórico-metodológico no que diz respeito a Educação das Relações étnico-raciais e atender aos propósitos de implementação da Lei 10.639. 
O curso tem início previsto para 16 janeiro de 2015, e funcionara inicialmente no Auditório Multidisciplinar do Campus Universitário de Castanha-UFPA, rua dos Universitários, Bairro Jaderlândia, Castanhal-PA. As inscrições seguem até o dia 26/12/2014. 

Clique aqui para acessar o edital.

Tortura como cisão de corpo e mente*

Com o funcionamento da Comissão Memória e Verdade vem à tona com toda a sua barbárie a tortura como método sistemático do Estado ditatorial militar de enfrentar seus opositores. Já se estudaram detalhadamente os processos de desumanização do torturado e também do torturador. Este precisa reprimir sua própria humanidade para  praticar seu ato desumano. Não sem razão que muitos torturadores acabaram se suicidando por não aguentarem tanta perversidade.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mestrado em Ciências da Religião abre inscrições

As vagas são limitadas e estão abertas tanto para candidatos brasileiros quanto estrangeiros. Seleção consta de cinco fases e, de acordo com o cronograma, o resultado final será divulgado em março de 2015.

A partir desta segunda-feira, dia 24, iniciam as inscrições para o Processo Seletivo 2015 do Curso de Mestrado em Ciências da Religião da Universidade do Estado do Pará (Uepa). O período termina no dia a 13 de dezembro.  São ofertadas 24 vagas, dividas entre as linhas de pesquisa Movimentos e instituições religiosas e Hermenêutica das linguagens da religião.

Os interessados devem preencher o formulário eletrônico de solicitação de inscrição e efetuar o pagamento do boleto da taxa no valor de R$ 120, até a data limite informada no referido documento.  O servidor da Uepa poderá solicitar o benefício da Isenção da Taxa de Inscrição ao Processo Seletivo desde que compareça na Secretaria do Programa, no Centro de Ciências Sociais e Educação (CCSE),  até o dia 28 de novembro, das  9h às 12h e das 13h às 16h, apresentando declaração de vínculo funcional com a Universidade e o formulário de solicitação de isenção a ser disponibilizado pela Secretaria do PPGCR, no momento da inscrição.

Confira aqui o Edital Nº 52/2014
FAÇA AQUI SUA INSCRIÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião propõe que os mestrandos investiguem as expressões religiosas e suas implicações culturais dentro do eixo temático amazônico. O objetivo é ampliar e o aprimorar a qualificação dos pesquisados e docentes para habilitar a atuação deste profissional em instituições de ensino superior e escolar.

O Processo Seletivo é dividido em cinco fases. A primeira tem caráter eliminatório e classificatório. É uma prova escrita composta por três questões discursivas sendo uma referente a questões gerais do cenário, e outras duas pertencentes especificamente à linha de pesquisa escolhida pelo candidato no momento da inscrição. Só poderá fazer prova seguinte quem alcançar a nota mínima de aprovação, sete.

A segunda fase refere-se à entrega da documentação necessária para aqueles que foram classificados na primeira etapa, além do Pré-Projeto de Pesquisa. Na terceira fase, os pré-projetos de pesquisas serão submetidos a um processo de triagem onde passarão por uma seletiva feita pelos professores permanentes do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Uepa. Serão eliminados aqueles que não corresponderem aos objetivos do Programa.

Na quarta fase, os candidatos serão submetidos a uma entrevista. Na quinta e última fase será realizada uma prova escrita de Proficiência em Língua Estrangeira ou Vernácula. Os candidatos brasileiros podem escolher dentre as línguas: espanhol, francês e inglês. Para os candidatos estrangeiro.

Mais informações: (91) 3299-2262 ou e-mail: ppgreligiao@gmail.com

Texto: Yêda Sousa
Edição: Ize Sena

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Consciência Negra, o que sabemos sobre isto?

Como surgiu o Dia da Consciência Negra

Em 1971 (mesmo ano de fundação do grupo), ele propôs uma data que comemorasse a tomada de consciência da comunidade negra sobre seu valor e sua contribuição ao país. Escolheu o dia 20 de novembro, por ser o possível dia da morte de Zumbi dos Palmares, que ocorreu em 1695. Era  muito mais significativo e emblemático do que comemorar o dia 13 de maio, Dia da Abolição da Escravatura, quando o regime escravocrata estava falido e não havia mais como se manter.
O 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez naquele mesmo ano de 1971. A ideia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado. De lá para cá, a data tem motivado a promoção de fóruns, debates e programações culturais sobre o tema em todo o país.
ENCONTREI MINHAS ORIGENS
Encontrei minhas origens
em velhos arquivos
....... livros
encontrei
em malditos objetos
troncos e grilhetas
encontrei minhas origens
no leste
no mar em imundos tumbeiros
encontrei
em doces palavras
...... cantos
em furiosos tambores
....... ritos
encontrei minhas origens
na cor de minha pele
nos lanhos de minha alma
em mim
em minha gente escura
em meus heróis altivos
encontrei
encontrei-as enfim
me encontrei
Oliveira Silveira
Roteiro dos Tantãs

A cultura afro-brasileira e o seu lugar na educação

Em 2003, a  incluiu o Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar, e tornou obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas de ensino fundamental e médio, públicas e particulares.
Tendo em vista que a influência do negro marcou profundamente a identidade e a cultura nacionais, o reconhecimento e a inclusão dos conteúdos relativos à África e ao povo africano no currículo das escolas foram de extrema importância, mesmo que tenham sido somente no início do século 21. Dessa forma, os professores devem incluir em seus programas aulas sobre: história da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional.
É claro que essa mudança não é automática nem simples, pois foram anos e anos de uma prática educacional onde o negro só aparecia nos pontos que discorriam sobre a escravidão no Brasil. É preciso fazer reconhecer a participação dos africanos na construção do país, seu legado cultural e sua participação no desenvolvimento brasileiro; inclusive, partindo da visão dos africanos e dos afro-descendentes, não somente do ponto de vista eurocêntrico (dos europeus) ou dos ditos dominantes, que acabavam dominando as leituras didáticas.
Conhecer e reconhecer o ponto de vista do negro e valorizar sua contribuição cultural não só diz respeito aos afro-descendentes, mas a todos nós, frutos de uma sociedade multicultural: a sociedade brasileira.
Sobre o tema da educação das relações étnico-raciais e do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, sugerimos uma visita ao site do Ministério da Educação (MEC), onde há diversas publicações sobre o tema.


"OLIVEIRA SILVEIRA  por  OLIVEIRA FERREIRA DA SILVEIRA"
Poeta negro brasileiro, nascido em 1941 na área rural de Rosário do Sul,Estado do Rio Grande do Sul. Filho de Felisberto Martins Silveira, branco brasileiro de pais uruguaios, e de Anair Ferreira da Silveira, negra brasileira de cor preta, de pai e mãe negros gaúchos.
Graduado em Letras – Português e Francês com as respectivas Literaturas – pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,UFRGS. Docente de português e literatura no ensino médio. Atividades jornalísticas. Ativista do Movimento Negro.

Um dos criadores do Grupo Palmares, de Porto Alegre. Estudou a data e sugeriu a evocação do 20 de Novembro,lançada e implantada no Brasil pelo Grupo Palmares a contar de 1971,tornando-se Dia Nacional da Consciência Negra em 1978, denominação proposta pelo Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial, MNUCDR.

Como escritor, publicou até 2005 dez títulos individuais de poesia – Pêlo escuro, Roteiro dos tantãs, Poema sobre Palmares, entre outros – e participou de antologias e coletâneas no país e no exterior: Cadernos negros, do grupo Quilombhoje, e A razão da chama, de Oswaldo de Camargo, em São Paulo-SP; Quilombo de Palavras, organização de Jônatas Conceição e Lindinalva Barbosa, em Salvador, na Bahia; Schwarze poesie/Poesia negra e Schwarze prosa/Prosa negra, organizadas por Moema Parente Augel e editadas na Alemanha por Édition diá em 1988 e 1993, com tradução de Johannes Augel; ou revista Callaloo volume 18, número 4, 1995, e volume 20, número 1 (estudo de Steven F. White), 1997, Virgínia, Estados Unidos.
Texto extraido da Sala Camutuê no site www.acordacultura.org.br