quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Congresso da ANPTECRE 2017

VI Congresso da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião 


OBJETIVOS DO CONGRESSO
Objetivo Geral
  • Discutir o impacto da religião nos processos de migração e mobilidade humana no Brasil e no mundo.
Objetivos Específicos
  • Debater a relação da religião do migrante com as várias fases e facetas dos processos de migração e mobilidade humana atuais;
  • Analisar a religião e a fé professada pelos envolvidos enquanto fatores causadores, facilitadores, impeditivos ou dificultadores da mobilidade;
  • Compreender melhor o impacto dos processos de migração e mobilidade na transformação interna das próprias religiões;
  • Analisar o fundamentalismo, intolerância e a violência religiosa nos processos de mobilidade humana no mundo contemporâneo;
  • Identificar propostas, estudos, políticas e outras ações em curso ou em gestação que contribuam para a compreensão teórica e o enfrentamento político e solidário do drama humano ligado às migrações e à mobilidade;
  • Contribuir para o fortalecimento das parcerias e projetos de cooperação nacionais e internacionais dos PPGCR e Teologia, bem como, incentivar publicações conjuntas e o intercâmbio entre pesquisadores (as);
  • Promover a disseminação de novos saberes e perspectivas acadêmicas que possam ensejar novas publicações, intercâmbios e projetos de pesquisa em comum.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Vivekananda na oração inter-religiosa desta semana

Neste espaço se entrelaçam poesia e mística. Por meio de orações de mestres espirituais de diferentes religiões, mergulhamos no Mistério que é a absoluta transcendência e a absoluta proximidade. Este serviço é uma iniciativa feita em parceria com o Prof. Dr. Faustino Teixeira, teólogo, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Na borda do silêncio
Senta-te na borda da aurora,
para ti se elevará o sol.
Senta-te na borda da noite,
para ti cintilarão as estrelas.
Senta-se na borda da torrente,
para ti cantará o rouxinol.
Senta-te na borda do silêncio,
Deus te falará

Vivekananda. Fonte: Bernardo Commodi. Un tuffo nell´infinito. Cinisello Balsamo: San Paolo, 2006, p. 7.


Vivekananda | Foto: Wikimedia Commons

Swami Vivekananda (1863 - 1902): Foi o fundador da Ordem Ramakrishna, que tem como lema a autorrealização e o serviço ao mundo, e mais importante seguidor do líder religioso hindu Ramakrishna Paramahamsa. Um dos principais difusores das filosofias Vedanta e Yoga no Ocidente, ficou mundialmente conhecido ao proferir um importante discurso no Parlamento das Religiões do Mundo, em Chicago, 1893. Também é considerado peça-chave para a presença do hinduísmo na Índia moderna. Além disso, disseminou seus conhecimentos místicos e sua realização divina em aulas, cursos e seminários pela Europa e América.

Fonte: IHU

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A atuação da família junto a crianças vítimas de bullying


A violência aumenta a cada dia em nossa sociedade, geradora de uma série de consequências na vida de pessoas e seus familiares. Tal situação afeta diretamente o seio familiar influenciando na questão educacional dos filhos. As fronteiras da violência no tempo e no espaço se tornam difíceis de serem definidas. É por isso que, muitas vezes, a violência pode ser confundida com agressão e indisciplina, quando se manifesta na esfera escolar. A violência no ambiente escolar têm um tipo identificado como bullying sendo um dos comportamentos agressivos observados atualmente no ambiente escolar.

Para Constatini (2004) o bullying “é um comportamento ligado à agressão verbal, física ou psicológica que pode ser efetuada tanto individual quanto grupalmente”. O bullying é um comportamento próprio das relações interpessoais, em que os mais fortes convertem os mais frágeis em objetos de diversão e prazer através de “brincadeiras” que disfarçam o propósito de maltratar e intimidar.

Bullying é uma palavra de origem inglesa, que foi adotada por diversos países para conceituar alguns comportamentos agressivos e anti-sociais e é um termo muito utilizado nos estudos realizados sobre a problemática da violência escolar, que afirma Fante (2005, p. 21), acontece de forma velada, por “meio de um conjunto de comportamentos cruéis, intimidadores e repetitivos, prolongadamente contra uma mesma vítima” e com grande poder destrutivo, pois fere a “área mais preciosa,íntima e inviolável do ser- a alma”.

De acordo com as autores Abramovay e rua (2003) a violência escolar é um fenômeno antigo em todo problema social podendo ocorrer, conforme já classificado pela ciência e adotado pelo senso comum, como indisciplina, delinqüência, problemas de relação professor-aluno ou mesmo aluno-aluno.

É um fenômeno devastador, podendo vir a afetar a autoestima e a saúde mental dos adolescentes, assim como desencadear problemas como anorexia, bulimia, depressão, ansiedade e até mesmo o suicídio. Muitas crianças vitimas do bullying desenvolvem medo, pânico, depressão, distúrbios psicossomáticos e geralmente evitam voltar a escola quando esta nada faz em defesa da vitima.

Para Chalita (2004, p. 17) em relação a família afirma que para “a educação informal nenhuma célula social melhor do que a família. É nela que se forma o caráter. A família tem a responsabilidade de formar o caráter,

Minayo (1999) afirma que:

A família é uma organização social complexa, um microcosmo da sociedade, onde ao mesmo tempo se vivem as relações primárias e se constroem os processos identificatórios. É também um espaço em que se definem papéis sociais de gênero, cultura de classe e se reproduzem as bases de poder (p. 83)

É neste sentido que Mussen (1974 apud Fante e Pedra, 2008, p. 93) destaca que:

Se os pais permitem ou reforçam abertamente a agressão, é possível que as crianças se comportem agressivamente em casa e, por generalização, em outros lugares em que sintam ser a agressão permitida, esperada ou encorajada. A presença de um adulto permissivo favorece a expressão do comportamento agressivo.


Pereira (2009, p. 53) considera que a família ideal seria “aquela que predominasse o amor, o carinho, a afeição e o respeito. Mas nem sempre isso acontece. Nesses casos, muitas crianças e jovens se desvirtuam e passam a reproduzir o que aprendem com seus familiares”.


Os pais (famílias) precisam ter mais participação no ambiente escolar, que sejam próximos de seus filhos para abordarem e serem capazes de identificar esse processo de bullying. No tocante as alternativas de enfrentamento ao bullying escolar, Pereira (2009) que o primeiro passo é que a comunidade escolar tome consciência da existência e comece a buscar métodos para eliminá-lo. Guareschi e Silva (2008) relatam que uma das alternativas para o enfrentamento da violência ou do fenômeno bullying é a informação e a formação dos alunos para um despertar para a cidadania. Desse modo é preciso avançar neste propósito, pois não adianta a escolar propor terapia aos alunos vitimizados se não se dispõe também um programa de prevenção a este tipo de violência.

O papel da escola, da família e da comunidade, onde se inserem crianças e adolescentes, tem papel fundamental na contribuição da descoberta do sujeito, isso também se faz necessário para que se possa conhecer quem está ao seu lado, dessa forma compreendendo e respeitando as diferenças, atitudes e reações do outro (Fante e Pedra, 2008). Na escola, portanto,

É necessário valorizar os trabalhadores da educação, apoiar e incentivar a formação continuada, estimular práticas pedagógicas compromissadas com a desestruturação dos bloqueios culturais, promover a interdisciplinaridade, a consolidação dos direitos humanos e a transformação efetiva da sociedade e, no que tange à comunidade escolar, viabilizar o acesso a informações sobre a temática violência escolar e bullying, estimular o diálogo, o respeito à criança e o adolescente e aos seus direitos.

Nas afirmativas de Fante (2008, p. 02) “as ferramentas mais eficazes para ensinar regras de convivência saudável aos filhos são o afeto incondicional, o diálogo e as atividades educativas, como jogos esportivos, aulas de arte e ações solidárias”, ou seja, a família deve investir nas crianças e jovens valores de respeito ao próximo e não violência.

Texto de Aline Do Socorro Ramos Fortes
Psicóloga
 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

III Colóquio do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião e Jornada Acadêmica da Licenciatura em Ciências da Religião - Universidade do Estado do Pará

APRESENTAÇÃO DO EVENTO
O cenário dos estudos da religião se destaca pela variedade. Os diferentes grupos sociais, as diversas abordagens teóricas e os variados métodos utilizados revelam tanto a amplitude deste campo de conhecimento quanto as diferentes possibilidade de aproximação. Ao levar em consideração estas múltiplas alternativas, revela-se a demanda por um foco científico-metodológico mais preciso e aprofundado aplicado à formação acadêmica para os estudos da religião.


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Música e inclusão. Conheça o Ma-K-Rap.


O cantor de Hip-hop e artista plástico Ma-K-Rap trabalha com artesanatos produzidos com alumínio. Outra expressão de sua obra são as belíssimas fotografias da cidade de Bragança emolduradas com palitos de picolé.
Seu nome é Cleyton de Jesus dos Santos. Ma-K-Rap é uma derivação de Macarrão, seu antigo apelido, somado a palavra Rap, seu estilo musical predileto. O compositor compõe músicas sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência. Agora, aos 35 anos, ele pretende retomar seu curso de "petróleo e gás" que faz integrado ao ensino médio no Instituto Federal do Pará.
A música chegou na sua vida há 14 anos quando ficou paraplégico após problemas na medula. Uma de suas canções diz
"Quem nasce pra vencer
Esse é o primeiro passo da missão
Defender sua classe sua raça e sua cor
Desta tal discriminação
Que vive nos perseguir dia após dia
No centro da cidade ou na periferia ".

Serviço:
Seus contatos para apresentação de seu trabalho de artista plástico e cantor são (91) 982291870.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Religião e Linguagem norteiam evento em Belém

INSCRIÇÃO
Há 100 vagas para conferência e 100 vagas para o minicurso. Os interessados podem se inscrever pelo endereço eletrônicohttp://sistemas.uepa.br/eventopaulus/form_insc_eventopaulus_2016/. Assim que as vagas esgotarem, não será possível se inscrever pelo sistema. A programação é gratuita e direcionada a professores e acadêmicos de Ciências da Religião, Teologia, Filosofia, e ao público externo.