terça-feira, 8 de maio de 2018

Marcha contra a LGBTFOBIA em Belém


CPT denuncia abuso de pistoleiros em São João do Araguaia, no Pará

No final da tarde da última sexta-feira pistoleiros fortemente armados, promoveram uma seção de violência contra um grupo de 10 famílias que estavam acampadas às margens do Rio Araguaia, no município de São João do Araguaia. Os pistoleiros estavam todos encapuzados e portavam escopetas, pistolas e revolveres. Eles chegaram ao local onde as famílias estavam acampadas em duas caminhonetes. Além dos adultos, estavam no acampamento 11 crianças, entre 3 meses e 10 anos de idade. Havia também uma mulher grávida de 3 meses.
Durante quase uma hora os trabalhadores foram vítimas de uma seção de torturas da qual nem as crianças foram dispensadas. Os adultos foram espancados a golpes de paus, facões e coronhadas. As marcas ficaram espalhadas pelos corpos dos trabalhadores. Os pistoleiros dispararam suas armas próximo do ouvido de duas crianças gêmeas de 3 meses de idade para aterrorizar sua mãe. Atiraram em redes com crianças dentro, além de derrubarem e pisotearem crianças no chão. Uma das mães que estava grávida, que também foi pisoteada, teve sangramento e pode ter sido vítima de aborto.
Após a seção de torturas, os pistoleiros colocaram fogo nos barracos dos agricultores com tudo que estava dentro. Além dos pertences, documentos pessoais de alguns dos agricultores também foram queimados. Dois trabalhadores que chegaram ao acampamento no momento da seção de terror, retornaram correndo sob tiros disparados pelo grupo armado. Todos foram obrigados a subirem na carroceria das duas caminhonetes, com a roupa do corpo, sendo abandonados na Vila Santana, localizada às margens da Rodovia Transamazônica, a cerca de 30 km do local do acampamento.
Esse grupo de sem terras, junto com outras famílias, foram despejados em janeiro desse ano da Fazenda Esperantina de propriedade da siderúrgica SIDENORTE Marabá, por ordem do juiz da Vara Agrária de Marabá. Sem ter para onde ir esse grupo de famílias decidiu acampar às margens do Rio Araguaia, a cerca de 10 km dos limites da fazenda. Mesmo longe dos limites da propriedade, os pistoleiros não deixaram de perseguir as famílias. A ordem dada pelos pistoleiros foi para que as famílias fossem para o Tocantins e não ficassem mais no Pará.
O uso de grupo de pistoleiros para fazerem despejos ilegais e torturarem trabalhadores sem terra tornou-se uma prática recorrente de fazendeiros da região. Nos últimos dois anos foram cinco ações dessa natureza. Por outro lado, não há informações se a Polícia Civil tenha investigado e responsabilizado alguém por organizar essas milícias armadas na região sudeste do Pará.

Marabá, 07 de maio de 2018.

Comissão Pastoral da Terra – CPT, diocese de Marabá.

Estudantes da UEPA escrevem por direitos humanos

Todos os anos a Anistia Internacional promove a campanha chamada Escreva por Direitos, que reúne casos emblemáticos de pessoas ao redor do mundo que tem seus direitos violados. Através de mobilização global na escrita de cartas, busca-se pressionar as autoridades e gerar solidariedade aos ativistas que estão sofrendo perseguição. No ano passado, por exemplo, foram mais de 4,6 milhões de ações feitas em defesa destas pessoas.

Numa estratégia pedagógica que alia variadas abordagens metodológicas, exercício dissertativo e intervenção na realidade, discentes da Universidade do Estado do Pará (UEPA) aderiram à campanha Escreva por Direitos. Sob a coordenação do professor Tony Vilhena, foram produzidas mais de cem cartas, dividas entre os casos indicados pela Anistia Internacional. O caso que mereceu mais atenção foi o do massacre de trabalhadores rurais na cidade paraense de Pau D'arco, em maio de 2017, quando as polícias Civil e Militar do Pará fizeram uma intervenção desastrada e covarde ao cumprir um mandado judicial numa fazenda ocupada.
Além das cartas escritas, também foi acessado o sítio eletrônico da Anistia para contribuir na campanha virtual. As cartas agora serão enviadas para seus destinatários, dentro e fora do Brasil, com os custos cobertos pelo Instituto Ramagem, parceiro da iniciativa.









 

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Igreja Anglicana em Belém sagra a primeira bispa da América do Sul

 
 
Um importante evento para a Igreja Anglicana no Brasil ocorre em Belém no próximo sábado, 21 de abril. A sagração da reverenda Cônega Marinez Rosa Bassotto, às 18h, na Catedral Anglicana de Santa Maria, em Batista Campos. A reverenda Marinez é a primeira mulher eleita a ser elevada ao episcopado na América do Sul e será a nova bispa da Diocese Anglicana da Amazônia.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

MICEA convida para lançamento de livro sobre cultura evangélica na Amazônia

  
Caríssimos/as,

O livro Evangélicos na Amazônia Paraense será lançado no dia 13 de abril de 2018, às 15h, como evento do MICEA  (Movimento, Instituições e Culturas Evangélicas na Amazônia), em parceria com o PPGCR (Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião) da UEPA (Universidade do Estado do Pará).

Teremos, na ocasião, a presença do professor doutor MOISÉS ABDON COPPE, que prefaciou a obra e fará a palestra: "Liberdade e graça na teologia de Rubem Alves".
 
Haverá os lançamentos dos livros que estão no cartaz e do mais recente livro do palestrante. (Faremos sorteio de livros para os presentes ao evento)

Evangélicos na Amazônia Paraense: este livro é resultado das pesquisas do MICEA. Trata-se da apresentação de um panorama muito rico a respeito das expressões religiosas pentecostais e evangélicas tradicionais, bem como daquelas mais recentes, que constituem uma nova e muito relevante postura, fundamentada neste fenômeno contemporâneo tão importante - o pentecostalismo - entre as numerosas e novas igrejas religiosas cristãs.

Serviço 
Data do Lançamento: 13 de abril de 2018, às 15h.
Local: CCSE (Centro de Ciências Sociais e Educação) - UEPA. Sala de defesa dos Mestrados/ Bloco Novo.
Endereço: Av. Djalma Dutra, 156 - Telégrafo. Belém-Pará.

Fonte: MICEA

Em Abril, o Coletivo Di Jeje oferecerá online o curso O Pensamento de Angela Davis: de 1975 aos começo dos anos 2000 (textos inéditos)

Em 2014, o Coletivo Di Jeje aplicou presencialmente a primeira edição do curso O Pensamento de Angela Davis, de lá para cá, foram feitas 15 edições presenciais em vários do Brasil e nos Estados Unidos, e 5 edições on line, com pessoas do Brasil, América Latina e Angola.

Recentemente, a coordenadora do Di Jeje, a Professora Jaque Conceição, esteve nos Estados Unidos, Canadá e Chile, apresentando um artigo sobre o pensamento da Davis e a condição do negro no Brasil, e dessas visitas, resultou a organização do material que dá base a esse curso inédito sobre o pensamento da Angela Davis.

O objetivo do curso, é trazer para os participantes, textos inéditos no Brasil sobre a pesquisadora e intelectual Angela Davis, e avançar nas discussões sobre o trabalho da autora, para além da obra “Mulher, Raça e Classe”, traduzida e publicada no Brasil.

As inscrições já estão abertas, serão oferecidas 33 vagas, o curso acontecerá de forma online na plataforma virtual onde nossos se encontram os nossos cursos. O curso terá início no dia 30 de Abril.

O Di Jeje, têm um método de trabalho, que permite que os participantes possam acessar o curso dentro da sua rotina e disponibilidade. Os cursos ficam disponibilizados numa plataforma virtual, e a participante acessa dentro da sua rotina e disponibilidade de tempo, e realiza as atividades que são leitura de textos, discussões nos fóruns temáticos dentre outras.

Após a compra, em nossa loja, e a confirmação do pagamento a participante receberá em seu email a confirmação de sua inscrição. Os dados de acesso para a plataforma virtual onde estão hospedados os nossos cursos na semana anterior ao início do curso. No ambiente virtual, após o primeiro acesso, a participante tem até 60 dias para concluir as 90 horas do curso.

O curso tem valor de R$78,00 reais. A compra do curso está disponível em nossa loja virtual, aceitamos pagamento por depósito bancário e cartão de crédito (via paypal). Garanta já sua inscrição clicando aqui.


Serviço:

O que: Curso online O Pensamento de Angela Davis: de 1975 aos começo dos anos 2000 (textos inéditos)

Quando: 30 de Abril

Quanto: R$ 78,00

Certificado: 90 horas
 
Garanta já sua inscrição clicando aqui.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Participação do Ramagem no Fórum Social Mundial 2018

 
Desde seu primeiro encontro, em Porto Alegre/RS, em 2001, até o que acaba de acontecer em Salvador/BA, o Fórum Social Mundial (FSM) já conta com 18 realizações, promovendo espaços de debates e diálogos, num movimento de de estímulo à reflexão, mobilizando resistências e propostas de superação dos problemas de exclusão e desigualdade social que o processo de globalização capitalista, com suas dimensões racistas, sexistas e destruidoras do meio ambiente está criando, internacionalmente e no interior dos países (ver Carta de Princípios do FSM).
Salvador é uma cidade que, na expressão de sua cultura e arquitetura, sintetiza muito da diversidade brasileira e dos impactos da colonização na história de nossa nação. As atividades se espalharam pela cidade, mas tendo o os espaços da UFBA e UNEB como referenciais.A marcha de abertura foi do Largo do Campo Grande até a Praça Castro Alves.
 
O Instituto Ramagem inscreveu a "Oficina de diálogo inter-religioso", no Tema 16: Paz e Solidariedade. Decidiu-se integrar a oficina que seria realizada posteriormente no mesmo espaço, a saber, "Espiritualidade kilombola - Diálogo inter-religioso ComPaz", da Comunidade Kilombola Morada da Paz (da cidade de Triunfo/RS). Também decidiu-se realizar a oficina ao ar livre (ver foto em anexo), ficando no gramado de frente da Biblioteca Central. Foi elaborada uma roda de conversa sobre as perspectivas da diversidade religiosa e apresentação da experiência de vivência da Comunidade Kilombola Morada da Paz (Triunfo/RS). Em síntese podemos dizer que devemos:
• RESISTIR: Contra a imposição de uma única verdade religiosa, contra posicionamentos que expressam exclusividades ou superioridade de crenças.
• CRIAR E TRANSFORMAR: Espaços de contato consciente e não fortuito de pessoas com crenças diferentes ou que não creiam na existência de "sagrado" ou "transcendência". Na Comunidade Kilombola Morada da Paz já há está vivência.
• AGENDA: Permanente. A Comunidade Kilombola Morada da Paz irá pra Belém no segundo semestre para desenvolver suas práticas com as comunidades quilombolas do Pará e o Instituto Ramagem dará apoio de contatos e logística.
As mulheres protagonizaram os vários atos de convergência, expressando sua mobilização permanente em defesa dos seus direitos. Na tarde do dia 14 de março, o Ramagem acompanhou a Marcha das Mulheres Negras, que saiu do Largo do Campo Grande e seguiu por toda a Av. Sete de Setembro até a Barra. Mas no final da noite começou a circular nas redes sociais a notícia do cruel e covarde assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes, o que levou comoção geral aos participantes do evento. 
 




Já no dia 15 de março, muitos atos em memória de Marielle foram realizados. "Marielle, presente! Hoje e sempre!" ecoou em todos os espaços do Fórum e levou para as ruas de todo o Brasil pessoas indignadas e solidárias às lutas que Marielle representava. Neste dia, o ponto alto foi a Assembleia Mundial em Defesa das Democracias no Estádio de Pituaçu. A manifestação uniu milhares de manifestantes na preocupação com os rumos conservadores vigorando no mundo e a ascensão da extrema direita, além dos seguidos golpes de estado, tingidos de legalidade, na América Latina. E no dia 16 de março, o Ramagem participou do Juventude Negra Debate: Genocídio, política de drogas e estratégias de segurança coletiva, no Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO).
No último dia, 17, o Instituto esteve representado pela coordenadora professora Giovana Ferreira no entrevista coletiva de imprensa da Comitiva Real do Benin, composta pelo rei Daagbo Hounon Owamenou e sua esposa, a rainha Acakapo Kpesi Ko’Ndodo, e do rei de Agouagon, de V. M. Kenoun Gustave Espoir. O interesse é desenvolver laços e levantar informações que subsidiem materiais didáticos de abordagens sobre a cultura africana.
O Fórum é um movimento contínuo, antes da próxima data de encontro, as articulações permanecem. Pois "resistir é criar! resistir é transformar!".