sábado, 2 de novembro de 2019

Convite: Roda de Conversa sobre Diversidade Religiosa


Neste sábado, dia 02 de novembro, às 19h, ocorrerá em Parauapebas uma roda de conversa sobre Diversidade Religiosa e Esfera Pública. O encontro será na Casa Forja de Ogum, que fica perto do DETRAN.

No cenário atual, quando observa-se a influência determinante de alguns segmentos religiosos majoritários na política e na ação do Governo, desprezando as demais perspectivas de fé e crença e querendo que toda a sociedade se comporte conforme sua visão de mundo, é importante ascender o sinal de alerta.

Interessante que este debate ocorrerá logo no início do mês de novembro, o Mês da Consciência Negra, e num espaço religiosos de matriz africana (Casa Forja de Ogum), chamando a atenção para a situação de perseguição e discriminação religiosa ainda tão comuns na sociedade brasileira.

Na oportunidade, teremos o lançamento do livro "Uma contribuição à história religiosa de Parauapebas" e sessão de autógrafos do escritor Avone Rocha, que é professor de história da Secretaria Municipal de Educação de Parauapebas e membro da Academia Parauapebense de Letras.
Fonte: Facebook de Avone Rocha
Serviço
Evento: Roda de conversa sobre diversidade religiosa.
Data:02 de novembro de 2019, sábado.
Hora: 19h.
Local: Casa Forja de Ogum.
Endereço: Rua Marupa, nº 14-A, Bairro: Martine, próximo ao DETRAN, Parauapebas/PA.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Hoje, 25 de outubro, último dia de inscrição de Simpósio

Simpósio internacional vai discutir questão étnico-racial, de gênero e religiosa no Brasil e no exterior


De 5 a 8 de novembro, vai ser realizado em Brasília (DF) o Simpósio Internacional “Indígena, Negro/a, Quilombolas e Religioso/a de Matriz Africana: Preconceito, Racismo, Discriminação e seus reflexos nas relações de Trabalho, Produção e Consumo”. Promovido pela Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o encontro busca, entre outras coisas, discutir a questão étnico-racial, de gênero e religiosa no Brasil e no exterior.  

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Programa para promover direito à liberdade religiosa é decretado pelo governo do DF

O Distrito Federal se tornou, nesta quinta-feira (10/10), pioneiro na elaboração de um programa para promover o direito à liberdade religiosa, com a publicação do Decreto nº40.167, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O texto autorizou um programa trienal de atividades, que estabelece, entre outras coisas, o aperfeiçoamento de instrumentos pedagógicos relativos à oferta do ensino religioso nas escolas públicas, a promoção de ações de combate à intolerância religiosa e o fomento de políticas públicas.

Parcerias, termos ou pactos pela liberdade religiosa, combate à intolerância religiosa e defesa da laicidade deverão ser firmados entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus/DF) e outros órgãos do Distrito Federal com a participação da sociedade civil organizada. Campanhas de divulgação sobre a liberdade religiosa também estão incluídas na ação.

Ao falar sobre o programa, o Secretário da Sejus, Gustavo Rocha, lembrou o art. 5º, VI da Constituição Federal de 1988 que dispõe sobre a liberdade de consciência e de crença. “O brasileiro tem assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção dos locais de culto e suas liturgias”, ressaltou.

A ação realizada pela Sejus no sentido de garantir esses direitos tem merecido reconhecimento internacional. Por duas vezes, representantes da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus compareceram a eventos internacionais sobre o assunto.

“O decreto publicado hoje é mais um importante mecanismo que vem contribuir para nosso trabalho em garantir a liberdade religiosa no DF”, comemorou o subsecretário de Direitos Humanos e Igualdade Racial, Juvenal Araújo.


Fonte: SEJUS/DF

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

CAIC manifesta apoio ao Sínodo dos Bispos para a Amazônia

Belém, 22 de setembro de 2019
O Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC), que representa o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs na Amazônia Oriental, vem somar-se às manifestações de apoio à realização do Sínodo de Bispos da Igreja Católica para a Pan-Amazônia.
Esse encontro de 250 bispos católicos durante três semanas, no próximo mês de outubro, no Vaticano, com a presença do Papa Francisco, vem se somar às interpelações dos povos que habitam territórios dos nove países que compõem esta grande região, de maior diversidade ecológica do mundo, ameaçada pelas ações devastadoras de agentes, empresas e governos que têm priorizado ganhos materiais imediatistas à custa da morte e doença de milhares de pessoas e seres vivos, como são exemplos as recentes queimadas que aumentaram drasticamente no ano de 2019, em comparação com os anos anteriores. Também são exemplos dessa ação terrível a contaminação dos nossos rios pela atividade mineradora, a destruição de culturas tradicionais, indígenas e quilombolas pelo afogamento, devido a barragens, cuja energia é transferida para outras regiões, sem benefícios que compensem a vida dos povos locais.
Desde 2013, em sua viagem ao Rio de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, o Papa Francisco tem insistido na necessidade de “uma igreja com rosto amazônico”. Nós, da Amazônia Oriental, somos testemunhas dos esforços de nosso povo, com apoio de pastores, pastoras, padres, freiras e bispos, para que sejam enfrentados e resolvidos os problemas que a exploração capitalista impõe às populações locais. O combate à prostituição infantil, à pedofilia, à pistolagem, grilagem, queimadas, ao uso de venenos na agricultura, ceifaram a vida de servos e servas de Deus em nossos territórios, que se levantaram contra esses crimes hediondos.
Diante do exposto, conclamamos a todas e todos a apoiarem e se congratularem com os bispos dos nove países da Pan-Amazônia em sua iminente grande assembleia em prol da população desse território, com reflexos para toda a humanidade.
Que esse encontro seja o começo de um despertar dos povos do planeta para ações que tornem outro mundo possível, pautado na realização dos ensinos e obras de Jesus Cristo, nosso Senhor, guia, mestre e salvador.
Avante bispos, avante povo de Deus, mulheres e homens da Amazônia, para que se acelere a vinda do Reino de Deus e sua justiça.
Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB
Centro de Estudos Bíblicos – CEBI Belém/PA
Igreja Presbiteriana Unida  da Amazônia – IPU
Associação de Ciências e Religiões – ACER
Grupo Metodistas Ecumênicos – GME
Movimento FOCOLARES
Igreja Católica Apostólica Romana – ICAR

domingo, 22 de setembro de 2019

Religiosos pedem liberdade e respeito em caminhada no Rio

Publicado em 15/09/2019 - 15:36
Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

A Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa chegou hoje (15) à sua 12ª edição, reunindo na Praia de Copacabana representantes de todos os segmentos religiosos. Este ano, o evento contou com a participação de pastores afro-americanos da Igreja Luther King, de Atlanta, Estados Unidos, e de Arabá Agbaye Olu Isese de Ilè Ifè, considerado o sacerdote supremo de Ifá na Nigéria.
A caminhada é organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) e o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e levou a mensagem de “respeito à democracia, ao Estado laico, aos direitos humanos e às liberdades”. Segundo disse à Agência Brasil o babalaiô Ivanir dos Santos, presidente da CCIR e conselheiro do Ceap, o Brasil está vivendo um momento muito ruim, onde cresceu a intolerância religiosa, o racismo, a homofobia, “que são uma ameaça à diversidade”.
12ª Caminhada Nacional em Defesa da Liberdade Religiosa, na orla de Copacabana - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Essa é a maior mensagem do evento, que pretende levar às autoridades o pleito de que sejam tomadas medidas contra os ataques que os templos do candomblé sofrem nas comunidades carentes do estado e do país. “A nossa esperança também está nessa direção. E acordar a sociedade, que precisa se posicionar, dizer que não aceita isso, que está junto conosco em um momento como esse”.

Novo desenho
Ivanir dos Santos destacou que o evento deste domingo tem um desenho diferente dos anteriores porque “a maçonaria se mobilizou, os escoteiros estão trazendo uma delegação grande”. Além disso, as escolas de samba Estação Primeira de Mangueira e Grande Rio também têm representantes, uma vez que o enredo das duas gremiações tem a ver com intolerância. “Todo mundo envolvido”.
Também aderiram setores populares, como a cultura. Outra novidade deste ano foi que adeptos do candomblé usaram cocares de penas na abertura da caminhada, remetendo aos animais da Amazônia que devem ser preservados. “Porque, para nós, a natureza é sagrada. Somos religiões que reverenciamos a natureza”, disse o babalaiô.

União
Na avaliação de Patricia Carvalho, da organização budista Brahma Kumaris, a principal lição que a caminhada dá é mostrar, por meio de ações concretas, que é necessário ir além das diferenças e eleger e trabalhar por aquilo que todas as religiões têm em comum, que são os valores humanos, entre os quais a paz, a liberdade e a união. “Porque afinal de contas, a religião, na prática, é isso. É ir além dos dogmas, da filosofia, das diferenças, e juntar as mãos e trabalhar por aquilo que todos nós temos em comum”.
O pastor evangélico Vitor Louredo, da Igreja GAE – Missões, observou que o país está vivendo um momento crítico em relação à intolerância religiosa, principalmente contra as religiões de matriz africana, que vêm sofrendo ataques. “É importante essa luta para que o respeito e o amor prevaleçam na sociedade, que é o que tem faltado”. De acordo com Louredo, tem muita onda de intolerância vinda de evangélicos.
Por isso, afirmou que sua participação é também para mostrar que nem todos os evangélicos abraçam esses ataques. “Muitos evangélicos ainda estão lutando pelo amor, pelo respeito; são contra essa onda. Acho que o Estado laico e o direito religioso não são só para o outro. São para mim também. Ao mesmo tempo que eu não gostaria de ser perseguido, também não quero que outros sejam perseguidos”. Deixou claro que o seu direito termina quando começa o direito do outro. “Não posso querer só liberdade para mim e não querer do outro; querer só privilégios, porque eu não gostaria que fosse o contrário”.
12ª Caminhada Nacional em Defesa da Liberdade Religiosa, na orla de Copacabana - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Todos iguais
Uma das faixas carregadas pelos religiosos deixava bem claro: “Somos todos iguais perante Cristo”. O diácono Nelson Águia levou a mensagem do cardeal do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, para a caminhada, cuja importância disse ser muito grande. “Porque hoje nós temos, mais do que nunca, no passado, agora, no presente, nós temos que nos respeitar. Cada um tem o direito de seguir a religião que quer, do modo que quer e se relacionar com Deus como quer. Deus é Deus e se manifesta da maneira que quer, onde ele quer e com quem ele quer”.
O diácono da Igreja Católica destacou que nenhuma religião é proprietária de Deus. “Ele é compartilhado por todos”. Recomendou que se deve ver sempre o que o outro tem de bom, e não aquilo que tem de ruim. “Nós temos que construir pontes e não elevar barreiras. É importante que essa manifestação hoje aqui possa mostrar à sociedade o que as religiões pensam e que querem caminhar juntas. Nós queremos respeito por parte da sociedade, por parte da política, por parte do governo, do Estado. Nós queremos respeitar e sermos respeitados”, disse.
Na avaliação da pastora da igreja luterana Luzmarina Garcia, a importância dessa caminhada é enorme. “Porque, na verdade, nós estamos vivendo uma situação de tanta violência religiosa que precisamos dar um testemunho positivo de que é possível conviver, é possível se respeitar e entender que as diferenças fazem parte de uma sociedade democrática e que tem muitas religiões, como a sociedade brasileira”. Luzmarina considerou que o evento dá o testemunho positivo de que, todo mundo junto, se faz uma sociedade melhor.
12ª Caminhada Nacional em Defesa da Liberdade Religiosa, na orla de Copacabana - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Unidade na Diversidade: pastora Romi Bencke

 
Romi Márcia Bencke nasceu com uma vocação. A menina gaúcha descendente de alemães já sabia que em seu futuro a religião ocuparia um papel maior do que o representado pelas idas aos cultos da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Igreja esta que, como a família de Romi, veio ao Brasil por meio da migração alemã e se estabeleceu no sul do país.
 
Quando pequena, Romi certa vez perguntou ao pastor se mulheres também poderiam ser pastoras. Ao ouvir uma resposta afirmativa, ela decidiu: “então é isso que eu vou ser”. Aos 14 anos, Romi foi estudar em um internato da igreja em Ivoti, Rio Grande do Sul, para seguir o sonho que não era mais apenas dela, e sim de toda a comunidade que a abraçou. Lá, fez o curso de tradução, intérprete e pré-teológico, que era uma preparação para a faculdade de teologia. Ao terminar o curso, no entanto, mudou de planos e resolveu voltar para casa. “Eu decidi que eu não tinha maturidade, não me sentia preparada para ir para a teologia, aí eu voltei para casa, frustrando minha família e também a comunidade de fé”, diz.
 
Depois de pouco mais de dois anos trabalhando como professora em um colégio, sua vocação voltou a chamá-la e ela decidiu finalmente cursar teologia. Na Escola Superior de Teologia, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, Romi entrou em contato não apenas com o estudo das diferentes religiões, mas com o papel social exercido por elas e pelas igrejas.
 
A partir do contato com a teologia da libertação, ela começou a se envolver em ações sociais e usou sua vocação para um propósito ainda maior: a defesa dos direitos humanos. O lema “unidade na diversidade”, repetido sempre que possível, não é apenas uma frase de efeito, mas um guia para sua atuação em um meio que, talvez contraditoriamente, é muitas vezes marcado por conflitos.
 
Na faculdade, no início dos anos 1990, Romi e seus colegas colocaram em prática a ideia de ação social e criaram um grupo de apoio às pessoas soropositivas da cidade de São Leopoldo. Na época, as informações sobre o HIV e a aids ainda eram muito incipientes no Brasil e, por isso, conta ela, “na igreja, o pessoal ficou maluco, porque é óbvio que tinha muito preconceito. Quando ficaram sabendo que tinha estudantes de teologia fazendo esse tipo de intervenção, teve muita reclamação, mas a gente encarou a briga”. A experiência que marcou sua vida também a apresentou a outras realidades como a das trabalhadoras do sexo e a discussão sobre sexualidade, que naquela época ainda era muito limitada.
 
Depois de formada, Romi estudou e trabalhou com o ecumenismo, tentando encontrar formas de unir as diferentes religiões em prol de um bem comum. Unidade na diversidade. Por sete anos, a questão ecumênica foi tratada diretamente com a comunidade por meio de sua atuação como pastora da igreja luterana em uma paróquia no interior do Rio Grande do Sul, até que ela foi escolhida a primeira mulher a assumir a Secretaria-Geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).
 
Talvez ela não soubesse, mas a pergunta que fez ao pastor quando jovem já demonstrava que ela possuía também uma outra vocação: a luta pelos direitos das mulheres. Romi não permitiu que o fato de ser mulher se colocasse como um empecilho para se tornar pastora ou atrapalhasse seu trabalho a favor de uma religiosidade mais tolerante.
 
A formação feminista faz com que hoje ela critique os valores patriarcais presentes nas relações de poder na sociedade brasileira e defenda discussões de gênero tanto nas escolas quanto nas igrejas. “As mulheres têm a sua dignidade, têm os seus direitos, e grupo religioso nenhum, seja ele qual for, pode negar a dignidade, a autonomia e o acesso aos direitos das mulheres”, defende.
 
Atualmente, são duas as linhas de atuação do CONIC: a promoção da vivência da comunhão e da espiritualidade ecumênica e inter-religiosa e a presença pública em diálogos sobre valores que fundamentam a perspectiva de equidade.
 
Romi ressalta que o primeiro ponto é fundamental porque hoje em dia vivemos em um contexto de muito fundamentalismo religioso, e a perspectiva ecumênica é necessária para que se difunda a ideia de que “religião não é para promover o ódio, nem pra dividir”. “A religião pode fortalecer valores que priorizem a construção de uma cultura de paz, de tolerância, de menos ódio, de mais aceitação mútua e assim por diante”, explica a pastora.
 
Diversidade
 
Mas o segundo pilar ganha destaque porque foi principalmente em função dele que o CONIC começou a atuar na questão da migração. Com o intenso fluxo de migrantes haitianos vindo para o Brasil a partir de 2010, o Conselho decidiu que era importante seu envolvimento no assunto, uma vez que esse é um tema tão caro às igrejas cristãs, já que se mistura até mesmo com a história de Jesus.
 
Em 2015, surgiu um projeto-piloto intitulado “Imigrantes e Refugiados: Desafios da Casa Comum”, no qual, mais uma vez, foi necessário olhar para dentro, para a religião em si. Em vez de oferecer assistência às pessoas que chegavam aqui – por considerar que o CONIC não tem o conhecimento necessário –, o Conselho escolheu trabalhar a aceitação e o acolhimento dos migrantes com comunidades religiosas para lutar contra o preconceito.
 
“Com isso, a gente colocou outros pontos que o tema da migração e do refúgio trazem. Por exemplo, a interculturalidade, a xenofobia, a inter-religiosidade, porque cada migrante vem com a sua experiência religiosa ou não, então a gente precisa trabalhar essa diversidade”, conta Romi. O projeto, no entanto, enfrentou dificuldades quando se deparou com casos de xenofobia dentro da própria comunidade. “A gente fez uma primeira experiência que durou um ano, e essa experiência contribuiu para comprovar a nossa suspeita, ou seja, o quão difícil é levar o tema da migração e do refúgio para dentro das igrejas”. “Por que é difícil?”, ela mesma pergunta. E responde: “porque as igrejas são muito autocentradas, então quando têm que se abrir para um trabalho externo, diferente daquilo que estão acostumadas a fazer, elas encontram resistência”.
 
Abrir as igrejas para a diversidade é a missão de Romi. Nessa tarefa árdua de lutar por um país mais diverso e, ainda assim, mais unido, sobram parceiros, que vão das próprias igrejas até o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), passando por várias outras iniciativas. “E por aí a gente vai, fazendo caminho ao andar”, resume Romi.
 
Fonte: Sur.Conectas
(Revista Internacional de Direitos Humanos)
Foto: Acervo pessoal

Intolerância: mulher dá golpes de marreta em estátua de Iemanjá

Polícia está investigando o caso de intolerância religiosa contra imagem de Iemanjá
Reprodução/Youtube

A Polícia Civil de Santa Catarina abriu investigação para apurar um caso de intolerância religiosa em que uma mulher atacou uma estátua de Iemanjá localizada em Florianópolis (SC) com uma marreta na última quarta-feira (17). A Sociedade Ylê de Xangô, responsável pela imagem, disse que não tem como custear a reparação após os danos causados pela mulher, que deu marretadas na figura.

“Ainda falta reunir o pessoal do Ylê, porque a gente não tem o recurso financeiro para fazer a restauração. Tem bastante gente pelas redes sociais que está manifestando interesse em ajudar”, contou Marlus Henrique Tanner, filho do Babalorixá Tacques, líder da Sociedade, ao portal NSC Total.

Apesar de não conseguir derrubar a estátua, a mulher quebrou parte da base e provocou alguns danos na imagem em si – como a mão de Iemanjá. Segundo a polícia, a responsável pelo ataque , flagrada em vídeo feito por morador, não foi identificada.

A estátua está no local desde 2013 e o ponto em que ela se localiza é reconhecido pela Prefeitura e pela Câmara de Vereadores como “Recanto de Iemanjá”. Muitos turistas passam na região para tirar fotos.

Fonte: Fórum