terça-feira, 6 de outubro de 2020

Conheça e baixe o livro "Religiões, fronteiras e identidades na Amazônia"

A Universidade do Estado do Amazonas - UEA - lançou neste ano o livro digital "Religiões, fronteiras e identidades na Amazônia", organizado pela pesquisadora Clarice Bianchezzi e pelos pesquisadores Diego Omar da Silveira, Marcos Vinicius de Freitas Reis e Adriano Magalhães Tenó.

A obra é um dos resultados do I Simpósio Norte da Associação Brasileira de História das Religiões - ABHR, realizado na cidade de Parintins/AM, em 2017.

Na apresentação, informa-se que do painel sobre diálogo inter-religioso temos os textos das professoras Marilina Serra Pinto e Liliane Costa de Oliveira; do debate sobre Ensino Religioso e Laicidade, as contribuições de  Rosângela  Siqueira  Silva  e  Marcos  Vinícius  Freitas  Reis  (em parceria com Victor Cantuário); da mesa sobre Missões, o trabalho de Monalisa Pavonne Oliveira e um texto cedido pelo indigenista Egydio Schwade.

Já os trabalhos de Fanuel Santos e Douglas Mota Xavier de Lima são das mesas sobre os “500 anos de Reforma(s) Protestante(s) e suas ressonâncias no Brasil” e “O cristianismo entre a Antiguidade e o Medievo”.

Neste link você pode acessar e baixar o livro:  "Religiões, fronteiras e identidades na Amazônia"

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Vem aí a XXIV Semana de Estudos da Religião da Universidade Metodista de São Paulo

De 17 a 19 de Novembro de 2020, o Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião promove a Semana de Estudos de Religião, evento que abordará o tema “Perspectivas Epistemológicas das Ciências da Religião”.

O prazo para inscrição na Semana de Estudos de Religião, tanto para ouvinte quanto para apresentação de comunicação (uma por participante), é até 15 de Outubro de 2020.

Valor: EVENTO ONLINE E GRATUITO.

Interessados em participar e apresentar comunicações científicas voltadas ao tema devem preencher o formulário de inscrição com o resumo da comunicação e o GT desejado (permitido uma comunicação por participante).

ORIENTAÇÕES DAS COMUNICAÇÕES
As propostas de comunicação científica devem conter: descrição da formação e atuação profissional do/a autor/a (máximo de duas linhas), título da comunicação, um resumo de 200 a 300 palavras e 3 a 5 palavras-chave.

Maiores informações em www.estudosdereligiao.com.br  

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Tire os Fundamentalismos do Caminho! Pela vida das mulheres

No última segunda-feira, 17 de agosto, aconteceu a live da campanha "Tire os Fundamentalismos do Caminho! Pela vida das mulheres!", com as participações da Yábassê do terreiro Ylê Obá Aganju Okoloiá, Vera Baroni; a indígena mestre em antropologia, Elisa Pankararu; a teóloga e militante do movimento ecumênico, Romi Bencke; a atriz e produtora cultural, Sílvia Duarte; e a feminista da Articulação de Mulheres Brasileiras, Verônica Ferreira; tudo mediado pela doutora em Teologia e Ciências da Religião, Yury Orozco. O vídeo tem intérprete de LIBRAS.
O objetivo do encontro foi trazer denúncias, resistências e reflexões sobre avanço do fundamentalismo político, econômico e religioso e suas consequências para os direitos fundamentais, sobretudo para a vida das mulheres brasileiras. Para assistir como foi a live, clique aqui.

A campanha "Tire os Fundamentalismos do Caminho! Pela vida das mulheres!" acontece em uma conjuntura de intensificação dos fundamentalismos históricos, disseminação dos discursos ódios e intolerâncias, e ataques às estruturas democráticas.
A ascensão de Jair Bolsonaro à presidência da República, mudou a correlação de forças, marcada por medidas impopulares e a regressão de direitos num governo ultraliberal, fundamentalista e militarizado – que vulnerabiliza as mulheres, sobretudo, as negras, as indígenas, de populações tradicionais, LGBTQI+, entre tantas outras.

Apoie esta iniciativa, acesse a página, acompanhe as próximas ações e participe!

sábado, 15 de agosto de 2020

ACT Aliance convida para seminário sobre religião e direitos humanos na América Latina

Fórum Ecumênico ACT Suramérica promove seminário internacional com o tema Fundamentalismos, Democracia e Direitos Humanos: Fé e Ação por uma vida digna e plena na América do Sul.
O evento será de 19 a 21 de agosto de 2020, às 11h, no horário de Brasília/Brasil.
A transmissão será nos canais no Facebook e Youtube.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Sociologia para luta antirracista



RAÇA possui duas interpretações. Para a biologia: todos e todas somos raça humana, da mesma espécie (Homo sapiens) e subespécie (Homo sapiens sapiens). Mas para a sociologia o conceito de raça pode ser analisado de forma política, como construção social, estudado no campo das identidades sociais.
No dia 31 de julho, Mateus Pires foi agredido por um morador de um condomínio em Valhinhos (SP), quando trabalhava fazendo entregas de refeições.
No dia 06 de agosto, Matheus Fernandes foi agredido por dois policiais à paisana num shopping da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, quando tentava trocar o relógio que comprou de presente para o pai.
A música Mandume, do Emicida, chega ser incompreensível para a gente, mesmo após de muitas audições, pois os referenciais apresentados na obra foram roubados da gente, foram interditados ao nosso conhecimento. Era nosso direito saber quem foi o heroico Rei Mandume ya Ndemufayo, que governou e resistiu aos colonizadores num reino africano entre Angola e Namíbia, em pleno século XX. Mas eu nunca ouvi falar disso na escola.
Prof. Tony Vilhena

Referências:
- RODRIGUES, R. N. As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil. Rio de Janeiro: Guanabara.
- VIANA, Oliveira. Evolução do Povo Brasileiro. 4º ed. Rio de Janeiro: Ed. José Olympio. 1956.

domingo, 9 de agosto de 2020

Adeus ao bispo da luta do povo: Dom Pedro Casaldáliga

Hoje contemplei o anel de tucum que carrego no dedo anelar direito com profundo pesar. Pois morreu quem me ensinou que este anel significa a aliança com as lutas dos povos oprimidos. Embora tivesse o direito de usar um chamativo anel de ouro por ser bispo da Igreja Católica, responsável pela Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga insistia em usar um anel de tucum.
No filme Anel de Tucum, o bispo afirma que o “anel de tucum é sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas e as suas consequências” (assista o filme no Youtube clicando aqui).
Esse sacerdote espanhol da Congregação Claretiana chegou ao Brasil no final da década de 1960, em plena ditadura militar, e logo viu sua atuação evangélica tocada pelos problemas do país como perseguição política, latifúndio assassino e toda forma de opressão dos ricos às camadas populares.
Como fez Jesus ao denunciar ser mais fácil um camelo passar num fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos céus (Mt. 19: 24), dom Pedro optou pelos pobres e entregou sua vida, sua missão, em projetos como o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Imagino sua santa agonia ao ver "representantes" de sua Igreja indo prestar apoio ao governo do energúmeno que hoje senta na cadeira de presidente da República em troca de dinheiro de propaganda governamental nos canais católicos de TV.
Que sua vida de entrega, sua fé radical, sua ternura nos inspirem. As instituições religiosas não podem prender Deus numa redoma e chamá-lo de "seu". Desse Deus da justiça e do bem que dom Pedro falava eu quero ser amigo, companheiro. Como ele disse na poesia E o Verbo se Faz Classe:
"No ventre de Maria
Deus se fez homem.
Mas, na oficina de José
Deus também se fez classe".

Dom Pedro, presente!  

Por : Prof. Tony Vilhena - Cientista Político

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Grupo Fé Cidadã convida para live "Igreja e a violência contra as mulheres"

Neste sábado, dia 08 de agosto, às 20h, o grupo Fé Cidadã promoverá uma live com o tema "Igreja e a violência contra as mulheres".

A convidada para tratar do tema é Ester Leite Lisboa, que é uma das articulistas do movimento Evangélicas Pela Igualdade de Gênero - EIG, também é assistente social, pós-graduada em Gestão de Organizações Sociais e e coordena o Programa Saúde e Direitos na organização social KOINONIA- Presença Ecumênica e Serviço.

Conforme a apresentação no seu site, "a EIG – Evangélicas pela Igualdade de Gênero surgiu em maio de 2015, durante a reunião do Fórum Pentecostal Latino-Caribenho (FPLC), tendo como pretensão de iniciar todo e qualquer trabalho, juntamente com as mulheres protestantes, em especial, as pentecostais e neo pentecostais, unindo forças, trocando vivências, experiências com as demais evangélicas que está há mais tempo nessa caminhada".

Recentemente este assunto foi bastante repercutido, quando a cantora gospel Cassiane lançou um clip no Youtube "espiritualizando" o problema. Após muitas críticas, a produtora da cantora fez mudanças no clip. Contudo, não foi o bastante. A insatisfação foi tanta, que ainda hoje o clip tem mais marcações de "não gostei" que "gostei".

A live será transmitida no Youtube no canal https://www.youtube.com/watch?v=otwo_3iaqck&feature=youtu.be, com mediação do professor Gidalti Guedes, que faz parte do Grupo Fé Cidadã.

Serviço:
Live: "Igreja e a violência contra as mulheres"
Quando: Sábado, dia 8 de agosto, às 20h