quarta-feira, 4 de julho de 2018

8ª Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais

A 8ª Conferência Latino-Americana e Caribenha de Ciências Sociais será de 17 a 23 de novembro de 2018 (Buenos Aires - Argentina).

A #CLACSO2018 será um fórum aberto a pessoas, instituições e organizações de todo o mundo. O acesso a todas suas atividades será livre e gratuito.

A #CLACSO2018 também colocará à disposição painéis abertos para a apresentação de palestras individuais, grupais ou institucionais, que deverão ser apresentadas e aprovadas pelos Comitês Temáticos.

Em qualquer um dos painéis da #CLACSO2018, as palestras poderão ser apresentadas em espanhol, português ou inglês.
Todos os (as) participantes da #CLACSO2018 receberão seu correspondente certificado de participação. Os (as) apresentadores, além disso, receberão um certificado oficial do CLACSO, o qual certificará a seleção e apresentação de sua palestra no evento.

Ao inscrever-se como palestrante individual, grupal ou institucional, não será preciso fazer inscrição também como participante. Os participantes são aqueles inscritos que não apresentam nem ministram nenhuma palestra na #CLACSO2018.

terça-feira, 19 de junho de 2018

III Conacir já tem data marcada

O III CONACIR - Congresso Nacional de Graduações e Pós-Graduações em Ciência(s) da(s) Religião(ões) - 06 a 08 de novembro de 2018, em Juiz de Fora/MG, terá como tema Os futuros da religião. Seu objetivo com tal tema é provocar os pesquisadores brasileiros e estrangeiros a discutir como a dimensão do futuro, enquanto temporalidade das possibilidades, permeia a religião em suas mais diversas expressões.

Diante dos processos de violência que nos são cotidianos, pensar as perspectivas de futuros é ato de resistência e de coragem. Falar, portanto, em os futuros da religião implica abordar uma gama de aberturas que se dão nesta resistência:

a) a plausibilidade da religião nas configurações da contemporaneidade;

b) as concepções de futuro presentes nas tradições religiosas;

c) as condições e o futuro das pesquisas em ciência da religião no Brasil;

d) as possibilidades de atuação para cientistas da religião em nosso país.

Debater os futuros da religião, tanto nas e das tradições como do estudo da religião, se faz emergente em tempos de polarizações políticas, cerceamento do direito à educação e revitalização de totalitarismos.

Saiba mais em: http://www.conacir.com.br/

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Convite de lançamento do livro sobre aparição mariana em Belém

No próximo domingo, será lançado o livro "A aparição de Nossa Senhora de Nazaré em Belém do Pará", do pesquisador José Maria Guimarães Ramos, que é filósofo, teólogo, mestre em Ciências da Religião e doutorando em Sociologia e Antropologia.

Serviço:
Dia: Domingo, 10 de junho de 2018
Hora: 9h
Local: Livraria Lírio Mimoso (ao lado da Basílica de Nazaré)


Carlos Ruas, de "Um sábado qualquer", na Feira Pan-Amazônica do Livro 2018

Vejam o convite do cartunista Carlos Ruas para participantes da XXII Feira Pan-Amazônica do Livro.

"Povo de Belém! Tô voltando. O maior evento de fomento à leitura do Norte e Nordeste do Brasil, a XXII Feira Pan-Amazônica do Livro terá a minha participação no dia 07/06 (quinta-feira) com um bate-papo sobre quadrinhos. Além do bate-papo, eu estarei do dia 05 até o dia 10 das 14h até às 20h no estande da Selecta Livros autografando! Te vejo lá!"



Saiba mais:

Jovem designer da cidade de Niterói, criou o blog Um Sábado Qualquer em 2009 aos 23 anos. Carlos Ruas mostra irreverência e muito humor em seus quadrinhos para falar de um dos assuntos mais polêmicos do mundo: a religião. De modo inteligente e sem preconceito, Carlos vem conquistando muitos leitores no Brasil. Hoje, o Um “Sábado Qualquer” são as tirinhas virtuais mais acessadas do país, com mais de 2,7 milhões de leitores no facebook. Possui três livros publicados, em 2012 ganhou o prêmio HQMix (o “Oscar” dos quadrinhos brasileiros) na categoria Webtiras e em 2014 estreou seu canal de animação no Youtube, que hoje conta com mais de 220 mil inscritos. Em 2015, lançou o livro “ÊXODO: Nos bastidores da bíblia” no qual a história bíblica é recontada segundo a sua visão; o livro ganhou o 32° Troféu Angelo Agostini. Em 2016, criou seus novos personagens “Cães e Gatos”, ganhando uma nova legião de leitores.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Ivone Gebara lança livro em Belém

No dia 1º de junho de 2018, na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Belém, a teóloga feminista Ivone Gebara proferiu palestra sobre o lançamento de seu livro intitulado "Mulheres, Religião e Poder: Ensaios Feministas". O evento foi uma parceria com o Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e Coordenação do Curso de Ciências da Religião da Universidade do Estado do Par-a (UEPA).

Conforme sua apresentação, "convicções e temperos feministas, apesar de seu sabor e inegável importância para muitas pessoas, não são apreciados nos lugares de poder político e religioso da grande maioria dos países latino-americanos. Sem dúvida, as pessoas se sustentam nas convicções temperadas por muitos condimentos curtidos ao longo de séculos e culturas. Os temperos são múltiplos e variados e seguem das necessidades dos diferentes contextos históricos. Há um tempero contemporâneo chamado feminismo, o qual, preparado por mulheres de certa estirpe, na maioria das vezes é rejeitado nos cardápios dos principais lugares de dominação masculina e muito especialmente nos espaços religiosos do cristianismo. O condimento feminista é forte, uma mistura de azedume de ardência picante, além de doçura".

Serviço:



quarta-feira, 30 de maio de 2018

Encontro com Ivone Gebara em Belém



Nessa sexta-feira, dia 1º de junho de 2018, de 8 às 12h, na Paróquia Evangélica de Confissão Luterana em Belém, haverá uma roda de conversa com doutora em filosofia e teóloga feminista Ivone Gebara. O tema será "mulheres, religião e poder". Vamos lá?


Anistia Internacional lança clipe “Manifestação” comemorando aniversário do movimento e 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos


https://www.manifestacao.org/
Manifestação: escute a canção em manifestacao.org

Gravação contou com mais de trinta nomes da música brasileira, entre eles artistas como Chico Buarque, Criolo, Ludmilla e Fernanda Montenegro
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No ano que se comemoram os setenta anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o aniversário de 57 anos do movimento global Anistia Internacional, artistas brasileiros das mais diversas gerações apresentam o videoclipe “Manifestação” cuja letra trata de diversos tipos de violações de direitos humanos recorrentes no Brasil e chama a sociedade para mobilização. A produção musical é de Xuxa Levy, a letra de Carlos Rennó, e a música de Russo Passapusso, Rincon Sapiência e Xuxa Levy. O videoclipe “Manifestação” tem a direção de João Wainer e Fábio Braga. A produção executiva é de Beth Moura e o clipe foi gravado nos estúdios Na Cena, apoiador do projeto, e Gege.
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A gravação da música contou com a participação de mais de trinta artistas brasileiros: Criolo, Péricles, Rael, Rico Dalasam, Paulo Miklos, As Bahias e a Cozinha Mineira, Luedji Luna, Rincon Sapiência, Siba, Xênia França, Ellen Oléria, BNegão, Filipe Catto, Chico César, Moska, Pretinho da Serrinha, Pedro Luís, Marcelino Freire, Ana Canãs, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Russo Passapusso, Larissa Luz, Ludmilla e Chico Buarque. Além dos cantores, a gravação contou a participação das atrizes Camila Pitanga, Fernanda Montenegro, Letícia Sabatella e Roberta Estrela D’Alva.
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A banda é formada pelos músicos Benjamin Taubkin (piano), Os Capoeira (percussão), Siba (rabeca), Marcelo Jeneci (acordeon), Emerson Villani (violões e guitarra), Robinho (baixo), Samuel Fraga (bateria), DJ Nyack (pickups), Roberto Barreto (guitarra baiana).
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Para a diretora-executiva da Anistia Internacional, Jurema Werneck: “O lançamento deste clipe é um marco para lembrarmos que, mesmo após 70 anos da Declaração Universal de Direitos Humanos, a mobilização para que nossos direitos sejam garantidos continua sendo crucial. A letra da música descreve graves violações de direitos humanos, como a violência que sofrem as populações negra, indígena, quilombola, LGBTI, bem como refugiados, mulheres e pessoas que vivem em favelas e periferias. No país que tem o maior número de pessoas assassinadas por ano, a cancão-protesto transmite a força e ânimo que tanto precisamos para continuar lutando.”
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Os 117 versos escritos por Carlos Rennó mostram a indignação diante dos mais de 61 mil homicídios cometidos por ano no país; do racismo que atinge de formas perversas a sociedade; o machismo e a LGBTfobia que faz com que pessoas sejam mortas, agredidas e humilhadas por sua individualidade; da falta de moradia e de outros direitos violados no cotidiano de uma parcela significativa da população brasileira.
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O compositor conta que, logo após finalizar a letra, imaginou que a sua musicalização poderia servir à campanha por direitos humanos da Anistia Internacional. Segundo Rennó, “através das 32 vozes que a gravaram, a canção busca dar voz aos silenciados, invisibilizados, excluídos, discriminados, às vítimas de preconceito, racismo e intolerância, aos violentados brasileiro citados à exaustão em “Manifestação”.
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Acesse o site Manifestação.org e assista ao clipe..

Letra da música

Manifestação

Letra de Carlos Rennó
Música de Russo Passapusso, Rincon Sapiência e Xuxa Levy
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Aqui ´stamos na avenida,
Pelas ruas, pela vida,
Marchando com o cortejo
Que flui horizontalmente,
Manifestando o desejo
De uma cidade includente
E uma nação cidadã tra-
Duzido numa canção,
Numa sentença, num mantra,
Num grito ou numa oração…
… Por todo jovem negro que é caçado
Pela polícia na periferia;
Por todo pobre criminalizado
Só por ser pobre, por pobrefobia;
Por todo povo índio que é expulso
Da sua terra por um ruralista;
Pela mulher que é vítima do impulso
Covarde e violento de um machista;
Por todo irmão do Senegal, de Angola
E lá do Congo aqui refugiado;
Pelo menor de idade sem escola,
A se formar no crime condenado;
Por todo professor da rede pública
Mal-pago e maltratado pelo Estado;
Pelo mendigo roto em cada súplica;
Por todo casal gay discriminado.
E proclamamos que não
Se exclua ninguém senão
A exclusão.
Aqui ´stamos nós de volta,
Sob o signo da revolta,
Por uma vida mais digna
E por um mundo mais justo,
Com quem já não se resigna
E se opõe sem nenhum susto
A uma classe dominante
Hostil à população,
Numa ação dignificante
Que nasce da indignação…
… Por todo homem algemado ao poste,
Tal qual seu ancestral posto no tronco;
E o jovem que protesta até que o prostre
O tiro besta de um PM bronco;
Por todo morador de rua, sem saída,
Tratado como lixo sob a ponte;
Por toda a vida que foi destruída
Em Mariana ou no Xingu, por Belo Monte;
Por toda vítima de cada enchente,
De cada seca dura e duradoura;
Por todo escravo ou seu equivalente;
Pela criança que labuta na lavoura;
Por todo pai ou mãe de santo atacada
Por quem exclui quem crê num outro deus;
Por toda mãe guerreira, abandonada,
Que cria sem o pai os filhos seus.
E proclamamos que não se exclua ninguém
Senão a Exclusão.
Eis aqui a face escrota
De um modelo que se esgota.
Policiais não defendem;
Políticos não contentam;
Uns nos agridem ou prendem;
Outros não nos representam.
E aquele que não é títere,
E é rebelde coração,
Vai no Face, no zapp e Twitter e
Combina um ato ou ação…
… Por todo defensor da natureza
E todo ambientalista ameaçado;
E cada vítima de bullying indefesa;
E cada transexual crucificado;
E cada puta, cada travesti;
E cada louco, e cada craqueiro;
E cada imigrante do Haiti;
E cada quilombola e beiradeiro;
Pelo trabalhador sem moradia,
Pelo sem-terra e pelo sem-trabalho;
Pelos que passam séculos ao dia
Em conduções que cansam pra caralho;
Pela empregada que batalha, e como,
Tal como no Sudeste o nordestino;
E a órfã sem pais hetero nem homo,
E a morta num aborto clandestino.
Impelidos pelos ventos
Dos acontecimentos,
Louvamos os mais diversos
Movimentos libertários
Numa cascata de versos
Sociais e solidários
Duma canção de protesto
Qual “Canção de Redenção”,
Uma canção-manifesto,
Canção “Manifestação”…
… Por todo ser humano ou animal
Tratado com desumanimaldade;
Por todo ser da mata ou vegetal
Que já foi abatido ou inda há-de;
Por toda pobre mãe de um inocente
Executado em noite de chacina;
Por todo preso preso injustamente,
Ou onde preso e preso se assassina;
Pelo ativista de direitos perseguido
E o policial fodido igual quem ele algema;
Pelo neguinho da favela inibido
De frequentar a praia de Ipanema;
E pelo pobre que na dor padece
De amor, de solidão ou de doença;
E as presas da opressão de toda espécie,
E todo aquele em quem ninguém mais pensa…
E proclamamos que não se exclua ninguém
Nem nada senão a Exclusão.
Dando à vida e à alma grande
Um sentido que as expande,
Cantamos em consonância
Com os que sofrem ofensa,
Violência, intolerância,
Racismo, indiferença;
As Cláudias e Marielles,
Rafaeis e Amarildos
Da imensa legião
De excluídos do Brasil, do S-
Ul ao norte da nação.
E proclamamos que não se exclua
Ninguém senão a Exclusão.

Intérpretes: Ana Cañas, As Bahias e a Cozinha Mineira (Raquel Virgínia e Assucena Assucena), BNegão, Camila Pitanga, Chico Buarque, Chico César, Criolo, Ellen Oleria, Fernanda Montenegro, Filipe Catto, Larissa Luz, Leticia Sabatella, Ludmilla, Luedji Luna, Marcelino Freire, Marcelo Jeneci, Márcia Castro, Paulinho Moska, Paulo Miklos, Pedro Luís, Péricles, Pretinho da Serrinha, Rael, Rico Dalasam, Rincon Sapiência, Roberta Estrela D´Alva, Russo Passapusso, Siba e Xênia França.