segunda-feira, 15 de junho de 2020

Convite para live sobre Fé Cristã e Cidadania. Dia 20 de junho, às 20h


O Grupo Fé Cidadã é formado por pessoas cristãs de diversas origens denominacionais e regiões do Brasil, tendo como um dos objetivos: acolher quem se sente incomodado/a com a falta de maior testemunho social da sua igreja.
O grupo pretende, ainda, promover discussões sobre temas atualizados numa perspectiva de espiritualidade engajada. E o seu primeiro encontro virtual (no Instagram) trará o debate sobre os encontros da fé pessoal com o sentimento de participação efetiva na vida da sociedade.
Os convidados são os professores:
- Cláudio de Oliveira Ribeiro: Professor-visitante do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião, da Universidade Federal de Juiz de Fora e coordenador para mestrados profissionais da área "Ciências da Religião e Teologia" da Capes. Doutor (2000) e o mestre (1994) em Teologia (PUC/RJ); Graduado no Seminário Metodista Cesar Dacorso Filho-RJ (1985).
- Gidalti Guedes: Professor-Mestre da Universidade Católica de Brasília (UCB), atuado como Coordenador de Cursos de Graduação à Distância (Pedagogia, Filosofia, Letras e PROFORM) e como Professor de disciplinas do eixo de Humanidades. Mestre em Educação (UFRO/2012); Pós-graduado em Teologia e História Metodista (UMESP/2006); Graduado em Teologia (UMESP-2003).

Serviço:
Live na Internet: Fé cristã e cidadania
Sábado, 20 de junho, às 20h
Instagram: @gidalti_prof  clique aqui

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Ética, religião e política em live no Instagram, quinta-feira, dia 14 de maio, às 19h


Nesta quinta-feria, dia 14 de maio de 2020, a partir das 19h, teremos a live no Instagram com o tema "Ética, religião e política".
No bate-papo virtual contaremos com a participação de André Abijaudi (pastor e teólogo) e Moisés Coppe (poeta, teólogo e doutor em Ciências da Religião).
Agende e compartilhe o convite com amigos/as.

terça-feira, 5 de maio de 2020

ABPN convida para live sobre Liberdade Religiosa e Estado Laico. Dia 05 de maio, 19h.


A Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN) promoverá neste 05 de maio, terça-feria, às 19h, um bate-papo sobre Liberdade Religiosa e Estado Laico.
Você pode participar acessando o canal do Youtube (clique aqui) e página do Facebook da ABPN (https://www.facebook.com/abpn.org.br/).
Para mediação, teremos a Dra. Anna Benite, atual secretaria executiva da ABPN, militante do Grupo de Mulheres Negras Dandaras no Cerrado. Coordenadora do Laboratório de Pesquisas em Contato Educação Química do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás e Iyawo de Yemanjá do Centro Cultural Ilê Ore.
O convidado especial é o Prof. Dr. Babalawo Ivanir dos Santos, pós-doutorado no PPGHC da UFRJ, militante do Movimento Negro e dos Direitos Humanos, integra o Conselho Estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas(CEAP) e é Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa(CCIR).
Imperdível!!!

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Cerimônia inter-religiosa online vai homenagear vítimas da pandemia e profissionais da saúde

Uma cerimônia inter-religiosa online para homenagear as vítimas da pandemia do novo coronavírus reunirá o Rabino Michel Schlesinger, o Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Odilo Scherer, Monja Cohen, Sheikh Mohamad Al Bukai, Mãe Carmen de Oxum e o Pastor Marcos Ebeling.

A iniciativa é da Conib – Confederação Israelita do Brasil (Conib) e acontecerá no domingo, 3 de maio, às 19 h, com transmissão online pelo: https://www.facebook.com/Conib1948/. E no youtube, inscreva-se aqui.

Os religiosos vão homenagear as vítimas da pandemia, rezar pelos infectados, agradecer àqueles que se encontram na linha de frente do combate à epidemia e pedir por mais união e solidariedade.

“O encontro de representantes de várias religiões tem a dimensão da solidariedade. É importante, em momentos difíceis como os que estamos atravessando, manter os canais de diálogo abertos, transmitindo uma mensagem de união”, declarou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg.

Para o rabino Michel Schlesinger, “a união de diferentes líderes religiosos neste momento é uma mensagem inequívoca de mobilização em defesa da vida. O vírus não escolhe nacionalidade, cor de pele ou religião. De forma similar, a solução para o desafio que vivemos terá de ser conquistada por meio da colaboração de todos e todas”.

Saiba mais sobre os participantes da cerimônia inter-religiosa:

Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer é Arcebispo Metropolitano de São Paulo e Vice-Presidente do Conselho Episcopal Latino Americano (CELAM) desde maio de 2019. Possui Bacharelado em Teologia pelo Studium Theologicum de Curitiba; Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1994-1996) e Doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1988-1991).

Monja Coen Roshi é missionária oficial da tradição Soto Shu do Zen Budismo e primaz fundadora da Comunidade Zen Budista Zendo Brasil. Foi ordenada monja em 1983 e viveu 12 anos no Japão antes de retornar ao Brasil em 1995. Em 2001 fundou a Comunidade Zen Budista, em São Paulo. Autora de diversos livros, orienta vários grupos no Brasil e participa de diversas atividades públicas promovendo o princípio da não violência ativa e da cultura de paz.

Rabino Michel Schlesinger bacharel em Direito pela USP, é rabino da Congregação Israelita Paulista e representante da Confederação Israelita do Brasil para o diálogo inter-religioso. Ele foi o primeiro brasileiro que estudou rabinato no Instituto Schechter, onde os professores são formados pela Universidade Hebraica de Jerusalém. É autor de “Diálogos de um Rabino – Reflexões para um mundo de monólogos”.

Pastor Marcos Jair Ebeling é bacharel em Teologia pela Faculdades EST de São Leopoldo-RS. É Mestre em Ciências da Religião pela IEPG da Universidade Metodista de São Paulo. É Pastor Sinodal do Sínodo Sudeste da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

Sheikh Mohamad Al Bukai nasceu na Siria em 1977, formou-se em Estudos Islâmicos e Árabes e pós-graduou-se em Estudos Islâmicos na Língua Espanhola no Instituto Al Fath em Damasco na Síria, Licenciou-se em Ciências da Religião na Universidade Al Azar no Egito, fez Mestrado em Direito e Política Islâmica na Malásia. Chegou ao Brasil em 2007, foi Fundador e Vice Presidente da Associação Oasis Solidário para Ajuda de Refugiados no Brasil. Atualmente é o Sheikh da Mesquita do Brasil.

Yalorisá Carmen de Oxum Mãe Carmen do Ilê Olà iniciou sua vida religiosa no início dos anos 70, com a Yalorixá Cleide de Osun, da nação Nagô. Em sua iniciação, recebeu o posto de Yákekere, recebendo seus direitos (Oiye) ainda bem jovem. Faz um trabalho social de grande porte e é considerada uma mulher de extrema influência no Brasil inteiro.

Fonte: CONIB

sábado, 25 de abril de 2020

Ministério Público do Pará recomenda emissora de TV se abster da prática de discriminação religiosa


O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 4ª promotora de Justiça dos Direitos Constitucionais Fundamentais e dos Direitos Humanos, Maria da Penha de Mattos Buchacra de Araújo, expediu Recomendação à Rede Record de Televisão Belém, para que cesse a veiculação dos quadros televisivos que, como no Programa “Balanço Geral”, incorram na prática de discriminação religiosa, com conteúdos discriminatórios e com incitação à violência contra religião.

Em todos os programas exibidos pela Rede Record de Televisão, os editores, apresentadores e seus convidados, devem observar o disposto na Recomendação, quando da elaboração e difusão de seus programas e se abster de praticar intolerância religiosa e de incitar o ódio e o preconceito contra qualquer religião, em especial as religiões de matriz africana.

O documento deve ser divulgado pelos dirigentes da Rede Record TV Belém entre os seus funcionários e colaboradores, para que observem o conteúdo dos programas, antes da veiculação nos meios de comunicação, evitando a propagação de mensagens que atentem contra a igual liberdade de crença de todas as religiões.

Como forma de compensar o dano moral causado a população religiosa ofendida, deve ser aberto espaço na programação da emissora para divulgação da religião, seja nos programas jornalísticos, seja nos programas de entrevistas e variedades, durante o período de 30 dias.

A empresa deverá no prazo máximo de 10 dias informar ao Ministério Público do Estado sobre o acatamento da recomendação e as medidas tomadas para o seu cumprimento.

A medida foi tomada pelo Ministério Público após instauração de notícia de fato em que foram apurados os fatos ocorridos no dia 29 de janeiro de 2020, aproximadamente às 13 horas, em que o Bispo Eduardo Rodrigues, apresentador da Rede Record de Televisão Belém, no programa Balanço Geral, veiculou diálogos ofensivos às religiões de matriz africana, induzindo a discriminação, o preconceito, o ódio e a intolerância religiosa.

“Tal conduta, e outras semelhantes, configuram prática de racismo religioso, caracterizado pela discriminação dirigida às práticas religiosas e às tradições associadas à história e à cultura da população brasileira”, frisa na recomendação a promotora de Justiça Maria da Penha Araújo. 

Fonte: Assessoria de Comunicação do MPPA

terça-feira, 7 de abril de 2020

Anistia Internacional promove palestra online "O que vem depois da crise?"

A primeira sessão “Nova economia, fim da privacidade e polícia médica?” será apresentada pelo cientista político Luiz Eduardo Soares e ocorrerá no dia 09/04, quinta-feira, às 19h.
 

O Brasil e o mundo mudarão fundamentalmente com a experiência de enfrentar uma pandemia global desta proporção. Mas como serão essas mudanças? E como elas afetam os direitos humanos de todos e todas nós?
A Anistia Internacional promoverá uma série de palestras online e interativas envolvendo especialistas em diversos campos para trazer uma importante reflexão neste momento da pandemia da Covid-19 e vislumbrar possíveis arranjos e avanços.
 
Como Participar?
Inscreva-se clicando neste formulário.

Sobre o palestrante:
Luiz Eduardo Soares é mestre em Antropologia, doutor em Ciência Política com pós-doutorado em Filosofia Política. Luiz foi secretário nacional de Segurança Pública e cidadania (2003) e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do RJ (1999/março 2000). Desde 2012, ele integra o conselho da Anistia Internacional Brasil.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Oficina de defesa contra o racismo religioso para povo de terreiro e entrevista com Mametu Nangetu


No dia 29 de fevereiro de 2020, a partir das 14h, no Instituto Nangetu - Belém/PA, o Movimento Atitude AFRO PARÁ promoverá a Oficina Estratégia de Defesa Contra o Racismo Religioso, que pretende reunir representações de povos tradicionais de matriz africana para o levantamento de formas de autoproteção contra a intolerância religiosa.

Para saber mais sobre o evento, o Instituto Ramagem conversou com a Mametu Nangetu, responsável pelo Mansubando Kekê Neta / Instituto Nangetu, espaço sagrado de manutenção e preservação das manifestações afrorreligiosas de origem Bantu que acolherá a atividade.

Mametu Nangetu é uma das fundadoras do Comitê Inter-religioso do Pará, que reúne diversas tradições e crenças para a promoção de diálogo e luta por direitos humanos. Também já foi Conselheira Nacional de Diversidade Religiosa do Ministério dos Direitos Humanos. Devido aos seus relevantes trabalhos sociais, Mametu Nangetu ganhou o prêmio Mulher Axé do Brasil, em março de 2019, na Bahia, em homenagem prestada pela Mulheres do Axé do Recôncavo Baiano, durante o I Encontro de Mulheres do Axé do Brasil.

Mametu Nangetu (Foto: Facebook - página pessoal)
Ramagem: Mametu, como foi pensada e proposta esta oficina de defesa contra o racismo religioso?
Mametu Nangetu: A importância dessa oficina é ensinar pra nós o que é racismo, o que é intolerância, o que é desrespeito. Muitas vezes o vizinho é intolerante e desrespeitoso e a gente vai dar parte, mas o delegado acha que é briga de vizinho. Muitos dos nossos não sabem do direito. Dar instrução mesmo. Instruir sobre a Carta Magna, Estatuto da Igualdade Racial e, também, trazer o Ministério Público para que o Ministério Público saiba o que é a intolerância religiosa que atinge as nossas casas. É pedra, é vizinho que briga com os nossos toques de tambor, etc.

Ramagem: O que a senhora considera possível fazer de prático para resistir como povo de terreiro e quais são as maiores dificuldades enfrentadas?
Mametu Nangetu: Nós  ainda temos muitas dificuldades. Por mais que a gente ande, ande, ande. Vá para o Ministério Público... sempre o Estado ganha ou um outro ganha. É difícil. Tá muito difícil.

Ramagem: O que a senhora gostaria de compartilhar como as maiores experiências que a senhora teve nestes anos no Comitê Inter-religioso do Pará e como integrante do Comitê Nacional de Combate à Intolerância Religiosa?
Mametu Nangetu: Toda a minha experiência com o Comitê local, e mesmo o Nacional... Lá no Nacional não se fez nenhuma política, por que não se tinha dinheiro e também interesse. Mas a amizade com as outras religiões e o respeito foi fundamental para se sentir fortalecida. Aqui em Belém, nem se fala, deste fortalecimento, dos parceiros, de amigos. Esse último ato que nós tivemos no dia 21 de janeiro [Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa] e foi dentro da Anglicana foi maravilhoso. Agente está dentro de uma igreja... e eu só não levei o tambor porque os meninos daqui estão envolvidos com o carnaval, mas estas possibilidades, esse respeito, esse carinho, esse ajô, ajô quer dizer axé ou ngunzus.

Ramagem: Como a sociedade em geral pode participar da luta contra a intolerância religiosa?
Mametu Nangetu: A sociedade tem que respeitar nosso querer, nosso direito de ter o Deus que a gente quer. Se a gente é feliz no espiritismo, a gente tem que respeitar; se a gente é feliz no catolicismo, no protestantismo, na Anglicana, Luterana, Presbiteriana, todas as outras, no Santo Daime, na Wicca, nos terreiros... Nós temos por obrigação conhecer e respeitar o outro. Que as intolerâncias também partem do desconhecimento. Que a gente é desrespeitado como ser humano. A gente é desrespeitado dentro do ônibus porque é como se fosse um "câncer" a gente ser de terreiro, se a gente vai vestido com as nossas contas, nossa roupa branca, ninguém quer sentar perto da gente. Então, fundamental é o respeito de um pelo outro.