quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Chamamento público para artistas de terreiro para a IX Exposição do Nós de Aruanda

Este ano, o circuito ocorrerá nos meses de novembro e dezembro entre os bairros da Terra Firme e a Ilha de Caratateua (Outeiro), Belém PA.

O tema desta edição é: "Yemanjá, dona de todas as cabeças trânsitos marítimos de África à Ilha do Outeiro", ou seja, os trabalhos devem homenagear a Grande Rainha do Mar.

A linguagem artística é livre e vai desde artes cênicas, performances, pinturas, fotografias, danças, audiovisual, artesanato, colagens, costura, vestimenta da indumentária, etc.

Atenção: O evento é exclusivo para artistas de terreiro (povos tradicionais de matrizes africanas seja Umbanda, Candomblé, Tambor de Mina, Pena Maraca, Terecô, Jurema Sagrada, etc), sobretudo da região Norte e Nordeste do Brasil, desde que executem em seus trabalhos o sagrado e as espiritualidades afro-brasileiras, ameríndias e afro-diaspóricas.

Inscreva-se até o dia 31 de outubro de 2024 no link abaixo:

https://forms.gle/hcwnrfn31uam398p6

Saiba mais no Instagram: https://www.instagram.com/nosdearuandapa/


Convite: II Encontro Nacional do Evangélicxs Pela Diversidade

Em 2016, o Rio de Janeiro testemunhou um marco histórico: o I Encontro Nacional do Evangélicxs Pela Diversidade. Agora, em 2024, a chama da fé da afirmação e celebração se reacende em São Paulo!

Dia 02 de Novembro, a Igreja da Vila abrirá suas portas para acolher a segunda edição deste encontro transformador. Será um dia inteiro de celebração, aprendizado e comunhão, culminando em um grande culto que unirá vozes em louvor à diversidade divina.

Convidamos você, membro da comunidade LGBTQIA+ e aliados, a se juntar a nós nesta jornada de fé e resistência. Reafirmaremos que o amor de Deus não conhece limites e que a Igreja é um espaço para todas as pessoas.

Acesse este link para mais informações! 

II Encontro Nacional do Evangélicxs Pela DiversidadeData: 02 de Novembro

Local: Igreja da Vila, São Paulo

Rua Francisco Cruz, 43, Vila Mariana. São Paulo/SP.

Programação: 

02/11 - SÁBADO

08:00 - Credenciamento

09:30 - Abertura

10:00 - Roda de conversa: Análise de conjuntura

11:30 - Devocional + Louvor e Adoração

12:30: ALMOÇO (Não ofereceremos almoço, existem algumas opções pela região)

14:00 - Estudo Bíblico em Pequenos Grupos: Como construir uma teologia e fé que luta socialmente?

15:00 - Foto Oficial 

15:05 - Louvor & Adoração

15:35 - Roda de conversas: O papel dos Aliados na construção de uma igreja que celebra as identidades LGBTI

16:15 - Parentalidade LGBTI: O sofrimento de pais e mães evangélicos

17:00 - Bate papo: Qual o espaço pentecostal no campo progressista?

18:00 - Foto Oficial 2 

18:05 - Intervalo

18:30 - Culto de Encerramento com Ordenação Ministerial e Celebração da Santa Ceia

#EvangélicxsPelaDiversidade

Instagram: https://www.instagram.com/evangelicxs_/

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

EpistemolORGIA de Tertuliana: a ciência abunda.

Por Tony Vilhena - Cientista Político
No dia 17 de outubro, a historiadora Tertuliana Lustosa causou polêmica numa apresentação acadêmica-performática. A pesquisadora, que também é mestranda, travesti e cantora da banda "A Travestis", entoou sua música enquanto subia na cadeira para realizar uma dança erótica de demonstração dos glúteos. Uma manifestação artística, política e científica. Sim, científica, sim!
Isso aconteceu na Mesa-Redonda "Dissidências de gênero e sexualidades", que integrava a programação do evento "Gênero para além das fronteiras: tendências contemporâneas na América Latina e no Sul Global", organizado pelo Grupo de Pesquisa Epistemologia da Antropologia, Etnologia e Política (GAEP), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís/MA.
Diante da polarização política que vivemos, a extrema direita se sentiu municiada na sua estratégia de gerar estranhamentos com as instituições de produção autônoma de conhecimento para repercutir seu ideário negacionista. Logo, correu para para fazer seu alarmismo moralista peculiar, acusando o ambiente acadêmico das universidades brasileiras de favorecimento à balbúrdia com recursos públicos.
Porém, o que causou espanto foi o alinhamento que obteve de setores que se autointitulam de progressistas ou de esquerda. Pois, diferente da possibilidade de crítica ou discordância ao ato, quem sabe até cobrando sensatez, observamos diversas pessoas que são professoras e pós-graduandas com uma postura acusatória e condenatória da performance.
O "traveco-terrorismo", como a própria Lustosa apresenta em sua obra, desestabiliza a frieza comodista de boa parte da academia, acostumada em produzir páginas e páginas para decorar estantes intocadas. "O corpo como arma. A palavra como gatilho" (LUSTOSA, 2016, p. 407). Talvez, para seus críticos, melhor seria se "aquela bicha", "aquela travesti" fizesse seu rebolado na penumbra da madrugada de qualquer esquina onde se prostituísse, não no espaço de respeitabilidade de uma sala de aula universitária.

EpistemolORGIA?
A EpistemolORGIA que falamos tem a ver com grau de desordem no cenário contemporâneo. Visto que, foram retiradas as pomposas vestimentas das ciências modernas, enquanto as roupas do novo paradigma ainda estão sendo costuradas, assim se viram nus no salão, estabelecendo uma relação de tesão e tensão festiva, de intercruzamento e interpenetração (VILHENA, 2023, n.p.).
Num clima universitário tão "Lattesísta", onde a busca por produtividade se aproxima mais de ser um fim em si mesmo, por delírio, escândalo ou exibicionismo, Lustosa se deleitou, abundou na provocação e gerou dinâmicas propositivas de explicação do mundo incondizentes com a normatividade litúrgica, comportamental e da linguagem tecnocrata da academia.
No contexto, provocar é necessário para expressar que um grupo ou indivíduo não bem-vindo rompeu os obstáculos que antes tornavam as universidades inacessíveis e lá quer ser manter, produzir conhecimentos sobre seus "corres", sua "quebrada", sobre si como sujeito, não mais como objeto. 
Isso incomoda porque foi estabelecido um acordo tácito entre as ciências modernas e os interesses das classes dominantes, que legitimavam o certo, o normal, o civilizado. Entretanto, hoje, precisamos afrontar esse acordo num levante de uma nova perspectiva de produção científica, um novo paradigma, que observe a busca de garantia de audição das vozes que foram silenciadas e ignoradas na história: tudo aquilo que foi e é taxado como marginal. Esse novo paradigma deve levar em consideração o cientificismo e seu reducionismo diante de um novo mundo complexo, dinâmico e multifacetado.
Todavia, a transição de uma fase para a outra é gradual e com extensa margem de intersecção entre os dois olhares de fazer científico. Vivemos num ecótono, emprestando aqui um termo das ciências naturais para designar o espaço de transição no meio ambiente onde há presença de ecossistemas diferentes, ou seja, estamos nessa transição e, por isso, podemos nos deparar com metodologias mais clássicas junto com as mais inovadoras. Esse encontro, essa mistura, contato das ciências modernas clássicas, com seus instrumentos consagrados para os procedimentos lineares, fragmentados e objetivistas, e um novo paradigma, que propõe abordagens holísticas, correlacionando estatísticas com os problemas sociais e uma profusão de novas técnicas para satisfazer a preocupação de incluir a diversidade humana na gestão da investigação, integra o ser humano de volta à natureza, forma um caleidoscópio analítico para compreensão dos fenômenos. Esse encontro de visões é importante porque a interação produz complementaridade. Essa complementaridade entre paradigmas de ciência, moderna e contemporânea, classificamos como EpistemolORGIA.
Pode aparentar ser um caos antiparadigmático, o que pode soar como anticientífico, contudo, não passa de uma flexibilização, de uma humanização. Até porque, atualmente, a inteligência artificial (IA) já pode fazer um pré-projeto de qualquer assunto imaginável dentro dos padrões usuais da academia, mas somente uma pessoa humana pode desenvolver um pré-projeto com nuances, criatividade, preocupação ética, dimensão estética e comprometimento com os resultados. 
Tertuliana Lustosa contribui para o renovo das práticas de investigação científica, transitando das ciências modernas para a pós-modernidade, admitida aqui uma profusão de técnicas que garantem molejos, vozes e visões dissonantes das produzidas pelas elites intelectuais e econômicas. Ou seja, coopera para o que denominamos de epistemolORGIA, reconhecendo a diversidade cultural e a necessidade de um posicionamento ético, estético e classista contrário ao modelo hegemônico de sociedade que temos que privilegia os mesmos de sempre (homens, cisgêneros, brancos, burgueses, sem deficiência, cristãos, etc.). Pois, como denúncia, consideramos que o seu corpo fala e não se dobra ao poder político, pelo contrário, disputa-o; não se adapta aos interesses do padrão, corrompe-o; não satisfaz a moral conservadora, incomoda-a. Seu corpo e seu tudo (ame)açam os que se acham donos das verdades em tempos de extremismos e incertezas.

REFERÊNCIAS


LUSTOSA, Tertuliana. Manifesto Traveco-Terrorista. Concinnitas, ano 17, v. 01, n. 28, p. 384-409, set. 2016. Disponível em <https://www.premiopipa.com/wp-content/uploads/2019/03/Manifesto-traveco-terrorista.pdf>. Acesso em 22 out. 2024.

VILHENA, Tony. Epistemolo(r)gia para “amar e mudar as coisas”. Instituto Ramagem, 2023. Disponível em: <https://institutoramagem.blogspot.com/2023/09/epistemolorgia-para-amar-e-mudar-as.html>. Acesso em: 22 out. 2024.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Convite para o seminário “Enfrentamento ao Discurso de Ódio” (on line)

O Centro Brasileiro de Estudos em Direito e Religião (CEDIRE) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) convida a todos e todas ao Seminário “Enfrentamento ao Discurso de Ódio”, a ocorrer em duas edições de igual conteúdo, nos dias 21 e 23 de setembro de 2024 (sábado e segunda-feira, respectivamente), das 13h30 às 17h30, em formato virtual.

A proposta volta-se para a promoção da liberdade religiosa, o respeito à diversidade religiosa, o combate à discriminação religiosa, o fortalecimento da laicidade estatal e o enfrentamento dos discursos de ódio, a partir das normas jurídicas nacionais e internacionais. Portanto, tema de grande relevância para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária!

A ação de capacitação é realizada no âmbito de uma parceria do CEDIRE/UFU com a Coordenação Geral de Promoção da Liberdade Religiosa (CGLIB) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do Governo Federal.

O seminário, ministrado pelo Prof. Dr. Rodrigo Vitorino Souza Alves, ao final, contará com a presença de ilustres convidados especialistas no tema.

Para maiores informações, acesse: www.direitoereligiao.org

Inscrições até o dia 20 de setembro em: https://forms.gle/5uTg45hC68DKTtCr7

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Lideranças de diferentes religiões se unem para cuidar do clima, da floresta e dos povos guardiões da natureza

Facilitador nacional da Iniciativa Inter-Religiosa pelas Florestas Tropicais no Brasil (IRI-Brasil), Engenheiro Ambiental Carlos Vicente, reúne com representações religiosas em Belém para promover campanha de acesso à água potável.

No dia 30 de agosto de 2024, sexta-feira, pessoas de diferentes religiões participaram da apresentação da campanha que visa promover o acesso da população à água potável. O Eng. Florestal Carlos Vicente, que é o facilitador nacional do IRI-Brasil,  demonstrou como a crise climática afeta a vida no planeta e motivou para que todos os segmentos religiosos realizem ações que contribuam para a conscientização da sociedade acerca do aquecimento global.

Wicca, Candomblé, Igreja Católica, Igrejas Evangélicas, Quilombolas, Comitê Inter-religioso do Pará, entre outras lideranças, se engajaram no encontro e puderam aprender sobre essa ação concreta muito importante, a distribuição de filtros ecológicos para filtragem de água imprópria para consumo e produção de água limpa para beber.

A população amazônica, mesmo que viva cercada por rios, por incrível que pareça, tem uma baixa cobertura de saneamento que permita que as famílias tenham garantido seu direito à água potável. O problema de se consumir água sem o devido tratamento é o aumento de doenças que impactam a vida de adultos e crianças.

A ideia agora é mobilizar as comunidades religiosas para levantamento de demanda de famílias que têm mais urgência na aquisição dos filtros e fazer a compra direto da WATERisLIFE Nano Bucket, uma iniciativa sem fins lucrativos que vem atuando em países africanos e latino americanos.

VISITA À ILHA DO COMBU

Já no sábado, dia 31 de agosto, a comitiva formada pelo facilitador da IRI-Brasil Carlos Vicente, a articuladora do Instituto Ramagem Giovana Vilhena e a estudante universitária e quilombola Émile Souza foram fazer uma visita técnica ao Combu, uma das ilhas que fazem parte de Belém. A travessia do Rio Guamá demorou 15 minutos e a recepção foi articulada pela liderança Cineia dos Santos.

Lá, reuniram com a comunidade, ouviram sobre as dificuldades de acesso à água para consumo, apresentaram os filtros com a tecnologia inovadora, que permite filtrar até  20.000 litros de água potável para uma família por até 5 a 7 anos, e distribuíram os equipamentos para nove famílias.

CONVITE

Essa campanha precisa de mais gente. Participe você também!

E, se possível, envolva sua comunidade de fé.

Para saber mais, faça contato no Pará com o WhatsApp (94) 991913592 (Profa. Giovana) ou diretamente com a IRI-Brasil: 

- Email: iriflorestasbrasil@gmail.com

- Facebook: IRI-Brasil

- Instagram: IRI- Brasil

- Site: https://iribrasil.org/

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

Diversidade no ambiente escolar é pautada pela SEDUC na 27ª Feira do Livro

Convite:

A Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial (COPIR/SEDUC) promoverá o encontro sobre diversidade religiosa no ambiente escolar em diálogo com a Lei 10.639.

Debatedores/as: Profa. Irmã Clemilda, Prof. Me. Tony Vilhena e Profa. Dra. Marilu Campelo.

O evento faz parte da programação da 27ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes.

Data: 19 de agosto, segunda-feira.

Hora: 17h as 19h.

Local: Hangar - Estande da SEDUC.
Belém/PA.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

1ª Mesa de Diálogo CONIC e Igrejas Pentecostais - 06 de junho de 2024



"Amarás a Deus e a pessoa próxima como a ti mesmo." (Lc 10.27)

No Brasil, o diálogo entre movimento ecumênico e igrejas pentecostais ainda é bastante incipiente. Ao longo da história, ocorreram tentativas de aproximação, no entanto, tímidas e com poucos avanços.

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC), ainda inspirado pela Semana de Oração pela unidade Cristã de 2024, junta-se às igrejas pentecostais em diálogo.

O objetivo da mesa é o de reconhecer o que nos divide e buscar aproximações para o testemunho comum para a superação das intolerâncias.

Os resultados desta primeira mesa de diálogo subsidiarão um encontro presencial previsto para o mês de dezembro de 2024.


PROGRAMAÇÃO:

14h: Acolhida e espiritualidade: Coordenação dos debates: Reverenda Lúcia Dal Ponte Sirtole

14h30: Movimento ecumênico e seus olhares em relação às igrejas pentecostais – 15 minutos –  Daniel Godoy – Doutor em Ciência da Religião (universidade metodista de São Paulo), Reitor da Faculdade Teológica Evangélica (Chile)

14h45: Igrejas pentecostais e seus olhares em relação ao movimento ecumênico – P. Gedeon Freire de Alencar: doutor em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2012), Pesquisador, participante do GEPP (Grupo de Estudos do Protestantismo e Pentencostalismo) - PUC/SP CNPQ

15h: Igreja Católica Romana: entre dois lados - Aproximações e distanciamento do movimento ecumênico e aproximações e distanciamento das igrejas pentecostais. Pe. Marcial Maçaneiro SCJ – Professor no PPGT da PUC PR.

INTERVALO

Reações às falas:

Pa. Claudete Beise Ulcrich – doutora em Teologia, área de concentração religião e educação também pelo Instituto Ecumênico de Pós Graduação  da Escola Superior de Teologia, pós-doutora na Universidade Federal de Santa Catarina, professora de Teologia na graduação e na Pós-Graduacao Ciencias das Religiões na Faculdade Unida em Vitória no Espírito Santo.

Reverendo Francisco Leite – Dr em Filologia e Língua Portuguesa pela USP, Pós-doutorando em Ciência da Religião PUC/SP, moderador da igreja Presbiteriana Unida.  

Ampliando a conversa: conversa em plenária

TEM INTERESSE EM PARTICIPAR?

Inscreva-se no formulário: https://form.jotform.com/241474280155050